•
10 de jul. de 2026
Michelle Reboita alerta para impactos da crise climática e riscos do inverno seco
Pesquisadora da Unifei destaca efeitos das mudanças climáticas, pesquisas em geoengenharia, cenário do inverno no Sul de Minas e orientações para a população e o agronegócio.
Por Conexão Itajubá
Compartilhar
A professora Michelle Reboita, pesquisadora do Centro de Ciências Atmosféricas da Unifei e coordenadora do projeto Conexão Ambiente – Amigos do Clima, apresentou um panorama sobre os efeitos da crise climática global, as pesquisas voltadas ao resfriamento do planeta e as condições do inverno no Sul de Minas. A especialista explicou como as mudanças climáticas influenciam eventos extremos, comentou os estudos internacionais sobre geoengenharia climática e orientou a população sobre os cuidados necessários durante o período de estiagem.
Segundo Michelle Reboita, a atual onda de calor que atinge a Europa já provocou milhares de mortes e evidencia os impactos do aquecimento global causado pela emissão de gases de efeito estufa. Ela explicou que esses gases permanecem na atmosfera por centenas de anos, tornando inviável um resfriamento rápido do planeta. Por isso, pesquisadores discutem alternativas complementares às ações de mitigação e adaptação, entre elas técnicas de geoengenharia capazes de reduzir a quantidade de energia solar absorvida pela Terra, embora ainda existam dúvidas sobre seus possíveis impactos ambientais.
A pesquisadora participou recentemente de um congresso internacional realizado em Portland, nos Estados Unidos, dedicado às pesquisas sobre geoengenharia climática. Ela ressaltou que essas tecnologias não substituem a redução das emissões de gases de efeito estufa nem as medidas de adaptação aos eventos extremos, mas podem contribuir para evitar processos irreversíveis, como o degelo acelerado da Antártica e alterações permanentes em grandes ecossistemas.
Ao abordar as condições climáticas do Sul de Minas, Michelle Reboita afirmou que junho registrou volume de chuva acima da média em razão da permanência de uma frente fria sobre a região. Apesar disso, o inverno continua sendo caracterizado pelo tempo seco, com temperaturas variando entre 10°C e 26°C, sem previsão, até o momento, de ondas de frio significativas.
Para a primavera, a pesquisadora prevê possibilidade de precipitações ligeiramente acima da climatologia, influenciadas por sistemas atmosféricos de alta altitude que favorecem a formação de nuvens. Ela destacou, no entanto, que a influência do fenômeno El Niño sobre o Sudeste brasileiro ainda é incerta e depende da interação com outros sistemas meteorológicos.
Michelle Reboita reforçou a importância do acompanhamento diário das previsões meteorológicas, especialmente por produtores rurais, que podem adotar medidas preventivas diante de riscos de geadas. Também orientou a população a manter a hidratação durante o período seco e alertou para o perigo das queimadas, lembrando que a quase totalidade desses incêndios tem origem em ações humanas e causa prejuízos ao meio ambiente, à saúde e à biodiversidade.
A coordenadora do projeto Conexão Ambiente – Amigos do Clima também convidou a população a enviar dúvidas e sugestões de temas relacionados ao clima e ao meio ambiente, destacando que o objetivo da iniciativa é ampliar o conhecimento e incentivar a preservação da natureza.
Compartilhar
Gostou do conteúdo?
Participe dos nossos grupos e receba notícias, eventos e ofertas exclusivas direto no seu WhatsApp
Anuncie aqui
Divulgue seu negócio no Conexão Itajubá
Guia Comercial
Ver todos →Participe dos Nossos Grupos
Receba conteúdo exclusivo e fique por dentro de tudo que acontece em Itajubá