•
22 de ago. de 2026
Endividamento exige prioridades antes de renegociar dívidas
Professor André Medeiros orienta consumidores a organizar as finanças, preservar o mínimo existencial e avaliar a capacidade de pagamento antes de assumir uma renegociação.
Por Conexão Itajubá
Compartilhar
O endividamento faz parte da realidade de 86% da população brasileira, segundo os dados apresentados pelo professor André Medeiros, coordenador do Grupo Denarius. A inadimplência atinge cerca de 30% dos brasileiros, enquanto aproximadamente 60% possuem algum tipo de dívida. A orientação é organizar as finanças antes de buscar uma renegociação.
De acordo com André Medeiros, o endividamento não é necessariamente negativo. Ele ocorre quando uma pessoa compromete parte da renda atual com pagamentos futuros, como no financiamento de uma casa ou de um veículo utilizado para gerar renda. O problema começa quando surgem dificuldades para cumprir as parcelas e o consumidor entra em inadimplência.
Entre as prioridades financeiras, o professor destaca moradia, alimentação e transporte. Esses itens devem ser preservados porque estão relacionados à manutenção da qualidade de vida e, no caso do transporte, à possibilidade de trabalhar e gerar renda. A saúde também deve ser considerada uma prioridade, seguida por educação e lazer.
Antes de participar de uma negociação, a recomendação é levantar todas as dívidas e entender quanto realmente pode ser comprometido mensalmente. Segundo Medeiros, assumir uma parcela que não cabe no orçamento pode apenas adiar o problema e levar a uma nova inadimplência.
Outro ponto destacado é o chamado mínimo existencial, que deve garantir recursos para despesas essenciais. A orientação é também reservar uma pequena quantia para situações inesperadas, evitando que uma emergência comprometa o pagamento das dívidas renegociadas.
Leia o artigo do Grupo Denarius: DÍVIDAS EM ORDEM: COMO DEFINIR PRIORIDADES ANTES DE NEGOCIAR
O professor explica ainda que o superendividamento ocorre quando a pessoa não consegue pagar as dívidas e, ao mesmo tempo, manter recursos suficientes para suas necessidades básicas. Nessa situação, o consumidor pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor, que podem auxiliar na organização e na negociação das dívidas.
A inadimplência também produz efeitos sobre a economia. Quando consumidores deixam de pagar suas contas, o comércio é afetado, empresas podem reduzir postos de trabalho e a arrecadação de impostos diminui. O aumento do risco também pode contribuir para taxas de juros mais elevadas.
Compartilhar
Gostou do conteúdo?
Participe dos nossos grupos e receba notícias, eventos e ofertas exclusivas direto no seu WhatsApp
Anuncie aqui
Divulgue seu negócio no Conexão Itajubá
Guia Comercial
Ver todos →Participe dos Nossos Grupos
Receba conteúdo exclusivo e fique por dentro de tudo que acontece em Itajubá