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7 de out. de 2026
Eleições 2026: Professor Paulo Mota explica votos, abstenções e força do Senado
Professor da FACESM, Dr. Paulo Mota, explica efeitos das abstenções, diferenças entre votos e possíveis impactos da nova composição do Senado
Por Conexão Itajubá
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Após o primeiro turno das eleições gerais de 2026, o professor do curso de Direito da FACESM e assessor jurídico da Prefeitura de Itajubá, Dr. Paulo Mota, analisou o cenário eleitoral e os principais aspectos jurídicos que envolvem a votação. A avaliação abordou a elevada quantidade de abstenções, que ultrapassou 20% no país, além das diferenças entre votos brancos, nulos e válidos.
Em Itajubá, onde a votação transcorreu sem ocorrências eleitorais relevantes, segundo as informações apresentadas, a análise destacou ainda a nova composição do Senado e seus possíveis efeitos a partir da próxima legislatura. Dr. Paulo Mota explicou como funciona a renovação dos senadores, o papel do Senado em processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e a influência do presidente da Casa na tramitação desses pedidos.
Abstenções e participação eleitoral
De acordo com o professor, 33.469.244 eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno. O número representa mais de 20% do eleitorado e, na avaliação apresentada, pode estar relacionado à descrença de parte da população na política e à percepção de que o voto individual tem pouca influência.
Dr. Paulo Mota destacou a importância da participação eleitoral e explicou que quem não votou no primeiro turno ainda pode votar no segundo. A ausência deve ser justificada dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral e, caso isso não ocorra, o eleitor poderá posteriormente regularizar a situação mediante pagamento de multa.
Votos brancos, nulos e válidos
O professor também explicou que voto branco e voto nulo não são destinados a nenhum candidato. O voto branco ocorre quando o eleitor utiliza a tecla correspondente na urna por não desejar escolher nenhum dos concorrentes.
Já o voto nulo pode ocorrer quando o eleitor digita um número inexistente. Também pode haver anulação posterior de votos destinados a candidatos cuja candidatura esteja sob julgamento da Justiça Eleitoral e seja definitivamente indeferida.
Dr. Paulo Mota citou como exemplo a situação envolvendo a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná, que estava sob questionamento judicial. Segundo a explicação apresentada, enquanto não houver decisão definitiva, os votos podem ser considerados válidos, mas poderão ser anulados caso a candidatura seja definitivamente indeferida.
Nova composição do Senado
A eleição de 2026 renovou dois terços das cadeiras do Senado, enquanto um terço dos senadores permanece por mais quatro anos. Os novos parlamentares terão mandato de oito anos.
Segundo Dr. Paulo Mota, a nova composição terá aproximadamente 49 senadores identificados com a direita, enquanto são necessários 54 votos favoráveis, correspondentes a dois terços da Casa, para um processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal.
O professor também explicou que o presidente do Senado possui papel relevante na tramitação de pedidos de impeachment, podendo decidir pelo prosseguimento ou pelo arquivamento dessas solicitações.
Situação no Rio de Janeiro
Outro exemplo analisado foi a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, envolvendo candidatos com situações jurídicas pendentes. Segundo a explicação apresentada, caso votos considerados válidos sejam posteriormente anulados, a quantidade total de votos válidos diminui, alterando os percentuais dos demais candidatos.
Esse cenário poderia modificar o resultado da disputa e até levar à definição de um vencedor ainda no primeiro turno, dependendo da decisão definitiva da Justiça Eleitoral sobre os votos sob julgamento.
Expectativas para o segundo turno
Para Dr. Paulo Mota, a próxima etapa eleitoral deverá ser marcada pela intensa atuação nas redes sociais e pelos debates. Ele também avaliou que novos fatos externos à própria eleição, como investigações ou decisões judiciais, podem influenciar o ambiente político.
Sobre a nova composição do Senado, o professor apontou que temas como processos relacionados aos acontecimentos de 8 de janeiro e eventuais pedidos de impeachment de ministros do Supremo podem continuar provocando debates políticos e jurídicos no final de 2026 e no início de 2027.
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