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25 de jul. de 2026
Conexão Ambiente alerta para impactos do El Niño na agricultura e no clima
Pesquisadora da Unifei, Michelle Reboita, explica os efeitos do El Niño sobre a produção agrícola, a segurança alimentar e a previsão do tempo para o Sul de Minas, além de reforçar a importância da adaptação às mudanças climáticas.
Por Conexão Itajubá
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Nesta sexta-feira (24), a professora Michelle Reboita, pesquisadora do Centro de Ciências Atmosféricas da Unifei e coordenadora do projeto Conexão Ambiente Amigos do Clima, apresentou uma análise sobre os efeitos do fenômeno El Niño nas condições climáticas e na agricultura. A especialista explicou como o excesso de chuvas no Sul do Brasil influencia a produção agrícola, afeta culturas como o trigo e o arroz e pode provocar reflexos econômicos em todo o país. A análise também abordou a situação climática do Sul de Minas e as perspectivas para os próximos meses.
Durante a apresentação, Michelle Reboita destacou que o Sul do Brasil enfrenta um período de chuvas acima da média devido ao El Niño, favorecendo o surgimento de doenças fúngicas nas lavouras e elevando o risco de prejuízos para importantes culturas agrícolas. Segundo a pesquisadora, a preocupação se estende aos impactos sobre a cadeia de abastecimento, uma vez que a redução da produção pode provocar aumento nos preços dos alimentos e ampliar os desafios relacionados à segurança alimentar.
A pesquisadora explicou que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta fitossanitário para agricultores do Paraná devido às condições favoráveis ao desenvolvimento de fungos nas plantações. Ela ressaltou que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também disponibilizou orientações para auxiliar produtores na adaptação às condições impostas pelo El Niño.
Em relação ao Sul de Minas, Michelle Reboita afirmou que a região não apresenta um comportamento climático tão diretamente influenciado pelo El Niño quanto os estados do Sul. Segundo ela, o acumulado de chuvas do inverno deve permanecer próximo da média histórica, embora as temperaturas devam ficar entre 1°C e 2°C acima do esperado, condição que pode reduzir o número de horas de frio necessárias para determinadas culturas, como a oliveira.
Outro tema abordado foi a segurança alimentar mundial. A pesquisadora destacou que eventos climáticos extremos podem afetar a produção agrícola, pressionar os preços dos alimentos e agravar problemas de acesso à alimentação em diversas regiões do planeta. Ela lembrou que os desafios relacionados às mudanças climáticas exigem ações de adaptação tanto no campo quanto nas cidades.
Michelle Reboita também apresentou a previsão para os próximos dias no Sul de Minas. Segundo ela, a chuva prevista para sexta-feira e o início do sábado deve ser seguida por tempo firme a partir de domingo, com temperaturas máximas entre 24°C e 25°C na próxima semana. Apesar da precipitação recente, o inverno continuará sendo o período mais seco do ano, mantendo a necessidade de uso consciente da água.
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