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Conexão, Itajubá recebe aqui nas ondas da Panorama, dando início ao seu memento cultural e o pai do canto coral, Itajubense, também responsável pela capital mineira do canto coral, ele, maestro Amaury Vieira, meu amigo, meu irmão, grande prazer te receber, bem-vindo de volta ao nosso programa. Bom dia Otávio, depois dessas referências tão ilugiosas assim, né? Eu já posso falar assim, olha, muito obrigado pela entrevista e vou embora. Muito agradecido. Mas eu contei alguma mentira? Exagerei em alguma coisa? Deixa eu dizer pra você, eu tô celebrando esse ano 50 anos de carreira. Opa! Se eu não tivesse feito isso em 50 anos, eu tinha que largar a mão, né? Tinha que desistir da vida cultural, né? Então, é caminho, tudo isso foi aquilo que a gente traçou desde o começo, desde que eu vim do Rio de Janeiro, estudando no Rio de Janeiro, voltei pra Itajubá e enxergava Itajubá, uma grande possibilidade da gente ter um grupos de música, em especial na área vocal, que eu gosto e aí deu nisso, né? Aquilo deu nisso. Aquilo deu nisso. Ô Amaury, agora vamos falar do Laboratório Coral que tá chegando a que edição? Trigésima primeira edição do Laboratório Coral de Itajubá. Então, como laboratório são trinta e um anos. Trinta e um anos, mas na verdade nós estamos há quarenta e três anos, né? Desde o primeiro Laboratório Coral que foi em mil novecentos e oitenta e três. De lá pra cá a gente teve algumas dificuldades, né? Como tudo no país, né? Em especial na pandemia que a gente teve que parar uns três anos e alguns que a gente não teve recursos mesmo pra pra realizar o Laboratório Coral e um deles que o Coral tava viajando, tinha uma viagem pra fora do país, então a gente teve que priorizar, né? Os ensaios e tudo mais pra essa viagem. Mas no mais. Trinta e um anos. Todos os anos a gente tá aí, né? A pessoa, pessoal gosta muito, Otávio, o canto coral nacional, as pessoas que cantam nos corais brasileiros gostam muito de Itajubá, gostam muito desse evento. É, o evento é uma referência nacional, né? É uma referência nacional. Deixa eu explicar um pouquinho pro público ouvinte se se se você me permitir o que é o Laboratório Coral. Mas essa é a pergunta que eu estava querendo fazer. Então vamos lá, deixa eu adiantar pra você, né? É, né? A gente tem tanta, né? Tanta empatia que seguramente. Então, muita gente, né? Às vezes a gente vai falar e parece que essa palavra laboratório não tem nada a ver com música, né? Laboratório, cê já pensa em laboratório de análises clínicas, né? Tubo de ensaio, tubo de ensaio, aquele negócio. Na verdade, eu não, é um, é um, uma semana de ensaios realmente, né? De ensaios. O que que acontece no Laboratório Coral? A gente convida pessoas do Brasil inteiro e agora até fora do país que cantam em corais. O Brasil tem uma imensidão de corais, né? De pessoas que gostam de cantar, que tem coros de igrejas, tem coros de de indústria, de empresas, tem corais de universidades, enfim, a gama de corais que a gente tem no no no país é imensa. E às vezes as pessoas ficam paradas no tempo e no espaço com as suas músicas, com a sua maneira de cantar, o que que o Laboratório Coral propõe, o Laboratório Coral de Itajubá, desde o começo, propõe a trazer a Itajubá, não um coral inteiro, mas cantores de vários corais. Não vem aqui aquele coral enorme pra fazer uma apresentação. A ideia do Laboratório Coral não é essa. A ideia é trazer aqueles cantores que gostam, que são apaixonados por música pra aprender coisas novas. Repertório novo, arranjos novos, composições novas, técnicas de cantar, cantar melhor, pra chegar na sua cidade, nos seus corais, passar isso para a sua comunidade. Vira um multiplicador, né? Exatamente. Então, esse aperfeiçoamento na da voz que a gente faz ao longo de uma semana em Itajubá, é muito reconhecido no país inteiro. Então, chega no mês de janeiro, já começa. O pessoal já começa a ligar, já começa a mandar mensagem. Aí, vai ter, quando vai ser? A gente já tá preparando pra viajar. Quando abre as inscrições, é uma loucura, sabe? Ô Mauro, e tem, é de, quais são as regiões que, de onde estão vindo essas pessoas? Aliás, já tem, quantos inscritos já tem? Quantas inscrições? Nós estamos chegando a cem inscrições. Nós estamos com noventa e seis. Já tá acabando, então. É. São cem vagas, né? Quatro. Mas de que regiões do país estão vindo essas pessoas? Olha, eu posso dizer pra você que de todas. Legal. A região nordeste que a gente não tinha muito acesso, olha que história que eu vou contar pra você, que espetáculo. Alguns dias atrás ligaram pra nós, pra mim, pra Edilek, a coordenadora também interna do Laboratório Coral e do Laboratorinho, que a gente vai falar dele. Recebemos uma mensagem de uma cidade do interior da Bahia que queria trazer pra Itajubá, pro Laboratório Coral, nove cantores pra participar do nosso Laboratório Coral. A gente ficou feliz da vida, porque imagina... É um coral, né? Não, e trazendo de uma região que a gente não conhece e eles também não conhecem o Laboratório Coral, mas eles ouviram falar do Laboratório Coral. De alguma forma. Você tá entendendo? Resumo da ópera. Estão vindo os baianos pra Itajubá, né? Uma maestrina e oito cantores. Agora você disse que até gente de Roraima já tinha procurado. Gente de Roraima, tá? E do sul também. De Porto Alegre, gente da região sul bastante, Santa Catarina, Paraná, né? Rio, São Paulo, né? Quem já fez Laboratório Coral pode fazer de novo? Pode fazer se estiver cantando em algum coral. Essa é a condição, né? Por quê? Porque é muito gostoso se você quer vir festejar, encontrar pessoas, é maravilhoso. Mas depois você tem que pegar esse material todo e não pode colocar numa gaveta. Você tem que... Isso tem que ter uma funcionalidade. Isso tem que servir a sua comunidade. Então, todas as músicas, todas as técnicas que você aprendeu em Itajubá, você vai passá-la pro seu coralzinho lá do interior falar assim, olha, lá em Itajubá a gente aprendeu que a respiração a gente faz desse jeito. Escuta bem essa música que a gente aprendeu a cantar a quatro vozes. Olha que coisa maravilhosa. Então, esse é o espírito do Laboratório Coral. Aqui estão perguntando, Maurício, pergunte ao entrevistado se a música ajuda no aprendizado escolar para crianças. Com toda certeza. Nós temos muita experiência de ver resultados em crianças que às vezes tem limitações na parte motora, muitas vezes na parte cognitiva, nos relacionamentos, porque o Laboratório Coral, o canto coral é um dos facilitadores que a gente conhece para a vida coletiva. Você sai da sua casa, as mulheres passam um batonzinho, aquele negócio bacaninha, pegam sua pastinha, vão para o ensaio e ali ela tem oportunidade de não só cantar, mas de conversar, de falar, de se relacionar. Isso, imagina na infância você ter coros infantis em que as crianças podem se divertir através da música, mexer com coisas sensíveis. Mas a gente vai dar um spoiler aqui logo. Porque tem um Laboratório Coral infantil. Exatamente, a semana que vem a gente vai estar aqui para falar dele, do Laboratório Coral de Itajumal. Então vamos segmentar aqui, vamos ordenar. O Laboratório Coral adulto, será quando? O Laboratório Coral de Itajubá que está na sua trigésima primeira edição vai acontecer de 19 a 25 de julho. Então, mas ainda tem, você disse que tem quatro vagas. Ainda tem, a gente pode até estender um pouquinho, se cantores corais tiverem interesse. E como é que as pessoas, os interessados aí podem se inscrever? A gente tem um uma página no Instagram do Laboratório Coral de Itajubá. É só entrar naquela página e tem lá o inscrever, conversar com a Edileia. É um site? É um site. Laboratório Coral de Itajubá. Então, de 19 a 25 de julho. E dentro do site Laboratório tem as inscrições. Tem todas as informações para você se inscrever. Programação, etc. Exatamente. E o Laboratorinho? O Laboratorinho idem. A gente tem já, mas o Laboratorinho eu imagino, o Laboratorinho funciona da seguinte maneira. As crianças das escolas públicas e particulares da cidade são todas convidadas desde que estejam cantando num coralzinho também. Por quê? Porque é importante que elas já tenham um pouco de conhecimento desse relacionamento de canto coral porque o nosso tempo é muito pouco. São cinco encontros que a gente tem com as crianças de duas horas. E outra coisa muito... Ah, eu vou dar muito spoiler aqui. Não, você não pode falar muito que esse problema não é seu. Isso aí já está entrando no assunto das escolas. Então voltemos ao Laboratório Coral. Sim. No dia 25 de julho a gente tem a apresentação dos resultados dessas 100 pessoas que vieram trabalhar com a gente ao longo da semana. Os cantores do Brasil. É o concerto de encerramento do Laboratório Coral. 25 de julho. Que vai acontecer na quadra poliesportiva do curso G9. Por quê? Porque o nosso teatro municipal está fechado. A gente não tem condições de oferecer. Mas em contrapartida o G9 está se desdobrando para fazer uma condição técnica acústica para que o espetáculo saia muito bonito. Estão perguntando aqui aonde vai ser o Laboratório. O Laboratório Coral? Será que já posso falar? Não, então espera. A pessoa pode esperar. Semana que vem. Vamos fazer um suspense aí. A coordenadora estará aqui. Vai ser sensacional, minha gente. A Maurício está dando pitaco aqui. A gente já está com 100 crianças inscritas. Já acabou? Não, a gente pode botar mais umas tantas lá. Olha aqui, o nosso amigo aqui, Eduardo Sato, está dando uma ideia, um desafio. Ele falou que ele está sugerindo um coral inclusivo. O Sato ele coordena o futsal down. É o pessoal com síndrome de down T21. Ele não sabe se existe, mas ele está sugerindo um coral inclusivo. É uma ideia sensacional porque, vou dizer uma coisa para vocês, Itajubá, não sei se todos sabem, é a capital mineira do canto coral. É por direito, visto que ao longo do tempo a gente identificou que Itajubá é uma cidade fora da cova nessa parte de canto coral. Mas, meu amigo, tem muita coisa para a gente fazer ainda. Não é o Amauri que tem que fazer. Essas mobilizações, elas têm que chegar até a sociedade e reclamar. Olha, nós precisamos de um coral lá no meu bairro. Já pensou a noite, a gente ter na igreja, ao invés do padre fechar a igreja, ainda fica mais meia hora para a gente poder cantar. Não é verdade? Uma quadra poliesportiva que depois de algum evento que tenha na sua comunidade, você possa reunir para fazer música de qualidade. Então, tudo isso é responsabilidade de uma cidade como a nossa. O que a gente precisa é realmente se reunir. Essa ideia de um coro dessa natureza, com toda certeza, a cidade precisa. Maravilha. Vale a integração das pessoas. Amauri, repete aí o site para as pessoas pegarem a informação. Laboratório Coral de Itajubá no Instagram. Tudo junto? Laboratório Coral de Itajubá, pronto. Eu acho que é laboratório, tem um underline, né? Não, não. Isso aqui é Edson Wanda. Ajuda aqui. Ajuda aqui. Mas você colocar Laboratório Coral de Itajubá é o único. Tá bom. Meu irmão, muito obrigado por ter vindo. Parabéns. Estaremos juntos na próxima semana para a gente falar do laboratorinho. Tá bom. E foi um grande prazer revê-lo. Otávio, agradeço mais uma vez a oportunidade, porque você sempre é esse parceiro fiel mesmo, né? E outra coisa, o Otávio tem essas diversificações enormes de conteúdo para fazer propaganda do que ele faz, mas não é só propaganda, não. É conhecimento. Tudo que você faz aqui, Otávio, o público fica ligadíssimo, antenadíssimo. Olha que elogio de amigo não vale. Pode anular tudo que ele está falando. É meu amigo não vale. E a cultura, eu sei que é, porque quantas vezes a gente já conversou a respeito de cultura. Parabéns pra você também. Não é verdade? Valeu, meu irmão. Obrigadão. Conversei aqui com o maestro Amaury Vieira, que é o pai do canto coral itajubense, anunciando a 31ª edição do Laboratório Coral agora em julho, participando do nosso programa, nosso memento cultural aqui, nas Ondas da Panorama. (Transcrito por TurboScribe. Atualize para Ilimitado para remover esta mensagem.) | Conexão Itajubá