Entrevista CNX
SOS AIDS reforça acolhimento a famílias e pede apoio da comunidade
5 de jun. de 2026 • Por Conexão Itajubá
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Instituição de Itajubá atende cerca de 70 famílias cadastradas, oferece suporte multidisciplinar e enfrenta dificuldades para manter a assistência a pessoas que vivem com HIV.
O SOS AIDS de Itajubá mantém o atendimento a pessoas que vivem com HIV e suas famílias, oferecendo suporte social, psicológico, jurídico e alimentar. A atuação da entidade foi detalhada por Ana Paula, assistente social da instituição, Cristiane, coordenadora do SOS AIDS, e pelo Dr. Toni Alagão, gestor de saúde da organização. Atualmente, cerca de 70 famílias estão cadastradas na entidade, sendo aproximadamente 40 delas atendidas com assistência direta devido à situação de vulnerabilidade social.
A instituição funciona em parceria com a rede pública de saúde e complementa o trabalho realizado pelos serviços especializados do município. O atendimento ocorre por meio de acolhimento individual e familiar, acompanhamento psicológico, orientação sobre direitos sociais, encaminhamentos e distribuição de alimentos. A sede está localizada na Rua José do Patrocínio, nº 23, no bairro Varginha, em Itajubá. Segundo os representantes da entidade, o objetivo é garantir qualidade de vida, acolhimento e apoio às pessoas que convivem com o HIV, além de combater o preconceito ainda existente em relação à doença.
De acordo com Ana Paula, o número de novos casos continua crescendo e muitos pacientes chegam à instituição enfrentando problemas relacionados à saúde mental, depressão e vulnerabilidade social. Ela destacou que o trabalho do SOS AIDS vai além do atendimento ao paciente, alcançando também familiares que necessitam de orientação e suporte durante o tratamento.
O Dr. Toni Alagão explicou que o HIV é o vírus causador da AIDS e ressaltou que, atualmente, os tratamentos disponíveis permitem controlar a infecção e impedir o desenvolvimento da síndrome em muitos casos. Apesar dos avanços da medicina, ele alertou para o aumento dos casos de transmissão, especialmente devido à redução do uso de preservativos e à falta de prevenção nas relações sexuais.
Os representantes da entidade também chamaram atenção para o preconceito enfrentado por pessoas que vivem com HIV. Segundo eles, ainda são frequentes situações de discriminação, o que leva muitos pacientes a evitarem a realização de testes ou a busca por tratamento. A instituição atua justamente para promover acolhimento e informação, contribuindo para reduzir o estigma associado à doença.
Além do trabalho de assistência, o SOS AIDS enfrenta dificuldades para manter o atendimento às famílias em situação de maior vulnerabilidade. Atualmente, a principal necessidade da entidade é a arrecadação de cestas básicas e alimentos. Doações também podem ser feitas por meio da chave Pix vinculada ao CNPJ da instituição, 02959108000131.
A coordenadora Cristiane destacou que a comunidade pode contribuir não apenas com alimentos e recursos financeiros, mas também por meio do apadrinhamento de famílias que necessitam de apoio específico, como aquisição de medicamentos, reformas residenciais e outras demandas emergenciais.
A entidade recebe doações diretamente em sua sede e conta com o apoio de parceiros da iniciativa privada e de ações beneficentes promovidas por grupos da cidade. Os representantes reforçaram o convite para que a população conheça o trabalho desenvolvido pela instituição e participe das campanhas de solidariedade em favor das famílias assistidas.
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