Entrevista CNX
Operação Couraça: 2ª DRPC coordena prisão de 20 em 6 estados
4 de mar. de 2026 • Por Conexão Itajubá
Investigação coordenada pela 2ª DRPC de Itajubá apurou prejuízos superiores a R$ 300 mil na cidade e movimentação de mais de R$ 9 milhões em dois anos.
Investigação coordenada pela 2ª DRPC de Itajubá apurou prejuízos superiores a R$ 300 mil na cidade e movimentação de mais de R$ 9 milhões em dois anos.
A operação Couraça, coordenada pela 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil (2ª DRPC) de Itajubá, resultou na prisão preventiva de 20 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Quatro investigados seguem foragidos.
De acordo com o delegado de Defraudações da 2ª DRPC, Dr. Kalil Ribeiro, a operação foi deflagrada no dia 25 de fevereiro e teve abrangência em seis estados: Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraíba e São Paulo. Embora os crimes tenham sido praticados contra vítimas de Itajubá, os suspeitos residem em outros estados e atuavam principalmente por meios digitais.
As investigações apontam que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 9 milhões em cerca de dois anos. Somente em Itajubá, os prejuízos das vítimas ultrapassam R$ 300 mil.
Segundo o delegado, três principais modalidades de golpe foram identificadas. A primeira é o chamado “golpe da OLX”, em que criminosos clonam anúncios de venda de veículos, atuam como falsos intermediadores e induzem comprador e vendedor ao erro, direcionando o pagamento para contas de terceiros. Nesse tipo de crime, as perdas podem chegar a R$ 80 mil ou R$ 90 mil por transação.
Também foram apurados casos de falso boleto — quando a vítima acessa um site fraudulento e realiza pagamento acreditando estar quitando dívida com instituição financeira — e o golpe das falsas milhas, no qual criminosos se passam por empresas de cartão de crédito e induzem a vítima a fornecer dados pessoais e bancários.
O inspetor da 2ª DRPC, Everton Vieira, destacou que a operação exigiu ampla integração entre as polícias civis dos estados envolvidos. Após a conclusão das investigações, foram necessários cerca de dois meses de articulação para o cumprimento simultâneo dos mandados. Parte da equipe de Itajubá se deslocou até Londrina (PR), apontada como um dos núcleos da organização.
Nos últimos seis meses, esta foi a terceira operação coordenada pela Delegacia de Defraudações de Itajubá com prisões em outros estados, totalizando 30 pessoas detidas em decorrência de investigações conduzidas pela unidade.
A Polícia Civil reforça a importância da prevenção. Entre as orientações estão: desconfiar de ofertas com valores muito abaixo do mercado; nunca realizar depósitos em nome de terceiros quando a negociação envolve outra pessoa; verificar sempre o beneficiário antes de concluir pagamentos via Pix; evitar clicar em links recebidos por mensagens; e desconfiar de ligações supostamente feitas por bancos.
Em caso de suspeita de golpe, a orientação é entrar imediatamente em contato com o banco para tentar o bloqueio da transação e, em seguida, procurar a delegacia para registro da ocorrência e demais providências.
Por Redação, com informações de Kalil Ribeiro e Everton Vieira
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