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Entrevista CNX

Dr. Francisco Rezek discute crise entre os Poderes e defende liderança conciliadora no Brasil

3 de dez. de 2025 • Por Conexão Itajubá

Jurista internacional apontou desequilíbrio institucional no país e destacou a necessidade de uma liderança capaz de unir a sociedade, durante palestra na FACESM sobre a tripartição dos Poderes. https://youtu.be/yJSb5p026UY Uma das vozes mais respeitadas do Direito e da diplomacia mundial, Dr. Francisco Rezek , com trajetória que inclui os cargos de Procurador da República, Ministro do Supremo Tri

Jurista internacional apontou desequilíbrio institucional no país e destacou a necessidade de uma liderança capaz de unir a sociedade, durante palestra na FACESM sobre a tripartição dos Poderes.
https://youtu.be/yJSb5p026UY

Uma das vozes mais respeitadas do Direito e da diplomacia mundial, Dr. Francisco Rezek, com trajetória que inclui os cargos de Procurador da República, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Chanceler da República e juiz da Corte Internacional de Justiça da ONU, esteve na FACESM para uma palestra voltada ao equilíbrio entre os três Poderes da República — Executivo, Legislativo e Judiciário.

O foco da discussão foi o cenário político e institucional brasileiro, marcado, segundo o jurista, por uma crise profunda decorrente da divisão social. Rezek ressaltou que o modelo de tripartição e controle recíproco entre os Poderes é ideal, inspirado na estrutura norte-americana e adotado pelo Brasil mais de um século depois. No entanto, avaliou que a prática atual se distancia desse equilíbrio.
Para ele, o país vive um momento em que os Poderes se estranham e a população se vê perdida em meio às disputas, testemunhando, de forma inédita, a Justiça tornar-se alvo de maior insatisfação popular — fenômeno que atribui ao protagonismo crescente do Judiciário em temas que, em tese, caberiam ao Legislativo ou ao Executivo.

Rezek ponderou que o quadro não é permanente. Afirmou acreditar que o caminho para uma reconstrução institucional passa pelo surgimento de uma liderança política capaz de unir o país. Segundo ele, uma vitória eleitoral em 2026 por um nome que não represente os extremos políticos pode devolver estabilidade, serenidade social e condições para que o progresso ocorra de forma civilizada.

Ao dirigir-se ao público de estudantes e profissionais do Direito, Rezek destacou a responsabilidade histórica da categoria diante do país. Lembrou que a Constituição de 1988 conferiu ao Judiciário e aos operadores do Direito poderes sem precedentes no mundo, exigindo, em contrapartida, comprometimento ético, senso de dever e serviço ao povo brasileiro.

Por Redação, com informações do Dr. Francisco Rezek

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