Entrevista CNX
Colégio Empreender alerta: bullying vai além da “brincadeira” e exige atenção de pais e escolas
8 de abr. de 2026 • Por Conexão Itajubá
Compartilhar
Psicóloga alerta para impactos emocionais e destaca importância da prevenção e denúncia no ambiente escolar
O bullying, frequentemente minimizado como "brincadeira" entre alunos, pode ter consequências graves para a saúde emocional e o desempenho acadêmico. De acordo com a psicóloga Rejane Lima, do Colégio Empreender, atitudes que parecem comuns, como apelidos relacionados à aparência, podem ser consideradas agressivas quando são repetitivas e intencionais. O bullying pode se manifestar de diversas formas, incluindo verbal, física, moral, material e virtual, no caso do cyberbullying.
Mesmo quando a vítima parece não se importar, isso não significa que não esteja sendo afetada. Muitas vezes, a vítima não sabe como reagir e acaba internalizando o sofrimento, segundo a especialista. Além disso, o comportamento não se limita ao agressor direto, pois quem incentiva, assiste ou se omite também participa, sendo considerado um agressor passivo. Isso contribui para a criação de um ambiente inseguro que afeta não apenas a vítima, mas todos ao redor.
Os efeitos do bullying podem aparecer rapidamente, incluindo queda no rendimento escolar, ansiedade, dificuldade de concentração, insônia e sintomas físicos, como dores de cabeça e estômago. Em casos mais graves, as consequências podem se estender a longo prazo, levando a quadros de depressão. A psicóloga destaca que o bullying ocorre com mais frequência a partir dos 9 ou 10 anos, quando as crianças passam a ter maior consciência das próprias atitudes.
A origem do comportamento agressivo também é um ponto importante. De acordo com Rejane, muitas vezes o autor do bullying também enfrenta dificuldades emocionais ou familiares. "Não é uma pessoa plenamente feliz ou resolvida. Ela pode estar tentando se afirmar ou compensar algo", afirma.
Para combater o problema, a orientação é clara: denunciar. A escola deve ser informada, assim como os pais, para que medidas educativas e disciplinares sejam adotadas. No Colégio Empreender, o tema é trabalhado de forma contínua, com ações de conscientização e política de tolerância zero. A participação da família é considerada essencial, pois mudanças de comportamento, resistência em ir à escola e alterações no sono e apetite são sinais de alerta.
"A base da educação socioemocional precisa vir de casa. A escola reforça, mas não substitui esse papel", reforça a psicóloga. Pais e responsáveis que desejarem orientação ou acompanhamento podem entrar em contato com o Colégio Empreender pelo telefone (35) 9915-9162.
Por fim, a psicóloga destaca a importância da empatia no convívio social. "Uma regra simples é pensar: eu gostaria que fizessem isso comigo? Se a resposta for não, então não deve ser feito com o outro", conclui.
Por Redação, com informações de Rejane Lima
Anuncie aqui
Divulgue seu negócio no Conexão Itajubá
Guia Comercial
Ver todos →Participe dos Nossos Grupos
Receba conteúdo exclusivo e fique por dentro de tudo que acontece em Itajubá