Do Divino que há em nós
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30 de ago. de 2022
Uma surpresa, e das boas...
Hoje eu estava circulando pela cozinha quando o telefone tocou...
Por Dra. Graça Mota Figueiredo
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Eu tenho 73 anos, já contei isto aos leitores em outro momento...
Hoje eu falo de novo a minha idade, prá dizer da minha surpresa! Em 73 anos de vida eu ainda não tinha vivido a experiência que vivi hoje por volta das 8h da manhã...
Eu me levanto cedo. Ouvir passarinho cantar e ver o sol nascer, só levantando cedo...
Às 8h geralmente já estou em plena atividade, em aula ou no consultório.
Hoje eu estava circulando pela cozinha quando o telefone tocou.
Atendi, e uma senhora me perguntou se era de uma farmácia próxima, na cidade
Eu respondi, naturalmente, que se tratava de um engano.
Pois esta senhora fez o que eu não esperava: com sincero tom de constrangimento me pediu desculpas pelo engano, ainda tendo a gentileza de comentar: “Pôxa, e ainda tocar tão cedo prá casa de alguém...”
Nestas coisas a gente não se engana: ela, realmente, sentiu muito por me perturbar (ela usou esta palavra).
Podem vocês, leitores, se perguntar: “Uai! (bem mineiro, o uai...). Qual a novidade? A gente sempre se desculpa quando telefona pro lugar errado...”
É verdade. Existem inúmeras convenções na nossa vida do dia a dia, e uma delas é essa: desculpar-se com gentileza por um erro. Se for pouco importante, como este de errar o número do telefone, é permitido dizer “desculpe” bem rapidamente e desligar. É permitido, inclusive, não sentir absolutamente nada ao dizer “sinto muito”...
Mas não foi o que fez esta desconhecida senhora da manhã: ela realmente sentiu muito, disto eu não tenho a menor dúvida, pelo incômodo que possa ter me causado! O que ela não sabe, porque não tive tempo de lhe dizer (embora tenhamos conversado animadamente por uns bons 2 ou 3 min), é o que estou dizendo agora:
“Obrigada, minha gentil desconhecida senhora, por me lembrar que é possível se dizer coisas com o coração, mesmo quando não é preciso. Obrigada por me recordar que podemos e devemos estar afetivamente presentes em cada fato da nossa vida, porque isto provoca, nas pessoas à nossa volta, uma onda de gratidão e de encantamento que dura um tempo muito, muito grande”
Bem, pelo menos, eu estou encantada... Compartilhar
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