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10 de abr. de 2012
Dois momentos tão diferentes...
... mas tão semelhantes, por outro lado! Em 28 de novembro do ano passado, um dia depois do meu aniversário de 63 anos, eu postei no Facebook esta mensagem: "Amigos(as) de muito tempo, de pou
Por Dra. Graça Mota Figueiredo
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Em 28 de novembro do ano passado, um dia depois do meu aniversário de 63 anos, eu postei no Facebook esta mensagem:
"Amigos(as) de muito tempo, de pouco tempo, de longe e de perto, primos(as) e tios(as) de sangue e de coração, irmãos e irmãs de coração (que de sangue não tenho), pacientes e ex-pacientes, companheiros(as) de trabalho duro de muito e de pouco tempo, professores de antes e de agora, ex- alunos(as) de longe e de perto, alunos(as) de agora,
Eu comecei o dia de ontem tentando responder a cada palavra de amor que eu recebia.
Não dei conta...
Entre ler tudo de novo, receber mais uma mensagem, chorar, atender ao telefone, falar com filhos, noras e netos, chorar de novo, rir de puro encantamento, pegar mensagem no celular, comer chocolate, sair prá almoçar, chorar no almoço, receber flores lindas, chorar mais um pouco só prá variar, o dia voou como voou todo este ano...
Parei um pouco de novo prá chorar, agora.
À medida que vou lendo o que me escrevem ou me falam, vou pensando em tanta coisa... Aniversário é dia de fazer balanço e de mudar rumos, se for preciso. É dia de olhar prá vida que já passou e rever escolhas e objetivos, é dia de dar graças e de pedir bênçãos à vida que vem pela frente.
É dia de chorar muito, de saudade e de alegria; é dia de se maravilhar pelas joias que as deusas da sabedoria nos dão, se quisermos garimpar o cascalho.
Mas, acima de tudo, é dia de renascer para o Amor, que é a única coisa pela qual vale a pena brigar! À medida que os anos passam, vai sobrando apenas o essencial, me parece: o carinho que se leva e que se dá...
Obrigada, de alma, a todos os que me fizeram chorar, porque o choro da emoção é quente, suave e amacia o caminho..."
Hoje, quando quero agradecer a todos que estiveram conosco durante os dias em que mamãe esteve hospitalizada, penso sobre a dor o mesmo que penso sobre a alegria.
Ambas, tristeza e alegria, nos ensinam sobre a humildade e sobre a esperança; mas, acima de tudo, nos põem em contato direto com o amor e a gratidão.
Eu espero poder retribuir um dia a todos os que estiveram conosco, cada um a seu jeito...
Só fico preocupada é com a promessa da mamãe de fazer um bolão (o famoso bolo de fubá molhado que só ela sabe fazer) prá todos os que estiveram com ela: vai ficar na beira do fogão por muito, muito tempo...
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