Do Divino que há em nós
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16 de fev. de 2023
A falência de um ícone da cultura brasileira
Com ela desaparece a era de ouro da cultura brasileira
Por Dra. Graça Mota Figueiredo
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A Livraria Cultura, em São Paulo, abre falência!
Nasceu em 1947, fundada por Eva Herz, na Rua Augusta, em São Paulo.
“Em 1947, Eva Herz, filha de imigrantes judeus da Alemanha, montou um serviço de aluguel de livros chamado Biblioteca Circulante em sua casa na Alameda Lorena, em São Paulo. Os livros eram importados da Europa e sua clientela era principalmente de imigrantes. O serviço se popularizou e a biblioteca circulante passou a emprestar livros de autores brasileiros, bem como a vendê-los.
Em 1969, Herz inaugura a loja do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, extinguindo a Biblioteca Circulante. O filho de Eva, Pedro Herz, tornou-se seu sócio na empresa.
Na comemoração de seus 60 anos, em 2007, a Livraria Cultura renovou sua identidade visual e também sua visão como empresa. A unidade da Avenida Paulista foi reinaugurada em 21 de maio de 2007, no espaço antes ocupado pelo histórico Cine Astor, substituindo as quatro lojas menores existentes no Conjunto Nacional.
Com o tempo, as quatro lojas reabriram: uma, no final de 2007, abrigando apenas os livros de arte; entre 2008 e 2009, as outras três, em parceria com as editoras Companhia das Letras, Instituto Moreira Salles e Record, em um processo conhecido como varejo customizado. Essa loja customizada foi fechada em 2017.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Livraria_Cultura)
A partir daí as dificuldades da Cultura foram se aprofundando. Gestões ineficazes, tamanho muito grande das lojas que dificultavam a administração, denúncias repetidas de assédio moral de gerentes aos funcionários, desonestidade dos sócios, até que no início deste mês (fevereiro de 2023) é decretada a sua falência.
Com ela desaparece a era de ouro da cultura brasileira. Cinemas e livrarias enormes, com grande fluxo de pessoas, passam a ser coisa do passado.
Quem sabe o caminho sejam pequenas lojas intimistas de livros, um café ao lado, e pessoas lendo absortas aos domingos de sol, pela manhã.
A internet não substituirá jamais os livros.
O cheiro de um livro novo, uma cadeira de balanço e a mente vagando em aventuras, isso jamais deixará de ter apelo.
Descanse em paz, Livraria Cultura!
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