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Novo governo, novas fontes de captação de recursos para os negócios. Você sabe como acessar o mercado de capitais?

07/01/2019

Por Prof. Dr. André Luiz Medeiros, Prof. Dr. Moisés Diniz Vassallo, Prof. Dr. Victor Valério

Em primeiro de janeiro de 2019 assumiu o presidente Jair Bolsonaro que trouxe consigo uma nova equipe de ministros, alinhados com o liberalismo econômico e com o conservadorismo moral e de costumes. Para a economia foi escolhido o ministro Paulo Guedes, oriundo da escola de Chicago, tipicamente liberal.

No discurso de posse do novo Ministro da Economia (que agora une os antigos ministérios da Fazenda, Planejamento e Industria, Comércio Exterior e Serviços) foi destacado um ponto de política econômica muito relevante para todos que possuem negócios e precisam recorrer ao crédito no mercado financeiro: o fim do crédito subsidiado para grandes empresas promovido pelo Governo Federal por meio dos bancos públicos (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal). Com isso, as linhas de financiamento com grandes volumes de empréstimos deverão, a partir deste governo, ter os mesmos custos de juros praticadas pelo mercado, sem o subsídio governamental. A exceção, segundo o Ministro, será para algumas linhas de microcrédito, que deverão ser mantidas.

Esta nova proposta de política econômica (acertada, em nossa opinião)poderá impactar os grandes tomadores de empréstimos (as grandes Corporações) e também os demais agentes mercado financeiro, o que inclui todos nós. Ai você nos pergunta, como essa mudança poderá me impactar, se eu estou aqui no interior de Minas Gerais?

Bem, até 2014 (durante o governo Dilma), era comum grandes empresários (da indústria, do agronegócio, da construção civil e de outros setores) se beneficiarem de linhas de créditos subsidiadas pelo governo. Como as taxas de juros eram muito baratas, eles muito pouco recorriam ao mercado financeiro, quer seja por meio dos bancos privados ou do mercado de capitais. Mas com a postura que será adotada pelo novo Governo, esperara-se que uma possível retomada da economia exija que os interessados financiem seus investimentos por meio dos mercados financeiros, fora dos bancos públicos. Mas quais seriam as quais são as formas de financiamento de uma empresa?

Uma empresa quando pode se financiar de três formas diferentes, que são:

  1. Empréstimo financeiro – recorrer à um banco e tomar um empréstimo que pode ser para capital de giro ou para um projeto em específico (neste último caso, pode conseguir uma taxa de juros um pouco menor).
  2. Emitir título de dívida – vender no mercado as chamadas debêntures. Esse processo é mais complexo, com um custo que pode ser mais elevado e, geralmente, está associado a financiamentos de grandes projetos com elevadas cifras em dinheiro. Neste caso, apenas as Sociedades Anônimas (S.A.) podem emitir esse tipo de título e apenas as S.A.’s de capital aberto podem comercializar publicamente uma debênture.
  3. Abrir capital – vender ações da empresa em uma Bolsa de Valores. Neste caso, uma empresa apresenta um projeto que é validado por uma consultoria ou banco e lança ações no mercado em um processo chamado de Oferta Pública Inicial, muito difundido pela sigla em inglês IPO (Initial Public Offering). O dinheiro da venda dessas ações é revertido geralmente em investimentos na empresa. Está é uma fonte de financiamento importante para as empresas, principalmente em economias mais desenvolvidas.

               Aí você nos pergunta: Mas o que isso tem a ver com o nosso dia-a-dia? Como eu posso me beneficiar dessa mudança na forma de financiamento das empresas?

Se as empresas brasileiras caminharem para uma maior utilização das duas últimas formas de financiamento, você precisará fazer parte do mercado de capitais para ter oportunidades como investidor. Quando as grandes corporações emitirem os títulos de dívida, você (na condição de investidor/credor) poderá comprar estes títulos por um valor inferior ao de face, recebendo como forma de remuneração do capital emprestado, o valor de face do título em uma data futura predeterminada e também juros que podem ser pagos periodicamente.

No caso de as empresas abrirem capital e vender ações, você (na condição de investidor/sócio) poderá comprar essas ações pelo preço praticado no mercado e vende-las quando atingir a margem de ganho desejada. Além disso, poderá receber ainda dividendos e juros sobre o capital próprio, quando as empresas declararem esses pagamentos.

Você deve estar pensando que esse tipo de operação acaba sendo muito complexa e está muito distante da sua realidade, não é mesmo? Mas fique tranquilo, comprar debêntures ou mesmo ações tem se tornado cada dia mais fácil.Com o advento dos mercados on-line,qualquer pessoa pode acessar a Bolsa de Valores do celular ou computador. Para isto, basta abrir uma conta em uma corretora de valores, e manter seus dados sempre atualizados para atender as regras do regulador destes mercados, a Comissão de ValoresMobiliários (CVM).

Como já comentamos em outros painéis, qualquer tipo de investimento, quer seja ele de renda fixa ou variável, tem algum tipo de risco envolvido. Geralmente, os investimentos em ações possuem um risco maior. Portanto, antes de operar nesse mercado, é necessário que você procure conhecer um pouco mais sobre a sua forma de funcionamento.

Ficou interessado? Nos envie suas dúvidas. Quem sabe uma delas se transforme em um painel por aqui. 

Com isso finalizamos nosso painel de Educação Financeira, desejando a todos um Ano Novo cheio de grandes oportunidades.


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