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Cientistas avaliam projetos e ações para pesquisa sobre o Atlântico

10/03/2011

Governo e cientistas buscam caminhos para avançar nas pesquisas sobre o mar. Uma das propostas em discussão é viabilizar a primeira plataforma oceânica brasileira. A ideia foi apresentada a pesquisadores pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em workshop promovido, na segunda quinzena de fevereiro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) em Brasília. 
Na ocasião, Mercadante apresentou estudos da Petrobras que apontam para a possibilidade de aproveitamento da estrutura de plataformas de exploração de petróleo que estão sendo desativadas pela companhia, na intenção de utilizá-las como laboratório científico. 
As discussões foram desenvolvidas a partir de três vertentes: Pesquisa e Desenvolvimento, Recursos Humanos e Aspectos Institucionais e Logística. Ao final dos debates, o grupo chegou ao consenso de que um laboratório oceânico dessa natureza é importante para alavancar as pesquisas oceanográficas no Brasil, sendo um grande investimento tanto do ponto de vista político-estratégico quanto científico.
Nesse sentido, os cientistas prepararam uma série de sugestões que será apresentada ao ministro como subsídio para desenvolvimento de pesquisas, formação e capacitação de recursos humanos em Ciências do Mar, utilizando a Plataforma Oceânica como base para os avanços das pesquisas.
Projeto Pirata
Outra iniciativa para facilitar a coleta de dados sobre o mar é o Projeto Pirata, implantado desde 1997. Trata-se de uma cooperação internacional (entre Brasil, Estados Unidos e França) que trabalha com um conjunto de boias oceânicas ancoradas no Atlântico Tropical, tendo no Brasil a coordenação do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe/MCT), em parceria com a Marinha. 
Os equipamentos mantêm registros diários dos valores de temperatura, de salinidade e de precipitação, dados utilizados para o estudo do clima e do oceano. “Essas boias são essenciais para nós entendermos de que forma o Oceano Atlântico Tropical afeta o clima do Brasil”, ressalta o pesquisador titular do Inpe, Paulo Nobre.
O especialista reforça que o conhecimento na área é importante para se entender a influência do mar em ocorrências como grandes secas e inundações, cada vez mais intensas no País.  “Essa variabilidade do clima sobre o Brasil é muito impactada pela dinâmica do Oceano Atlântico. O Oceano Atlântico era, até então, recentemente, um vazio de dados e de conhecimento, então essas boias visam sanar essa falta”, sustenta.
Os dados são medidos pelas boias, a cada hora, e transmitidos por satélites brasileiros e europeus. As informações são processadas e disponibilizadas na internet (página do Inpe) e de outras instituições (nos Estados Unidos e na França) e enviadas a centros de meteorologia para serem utilizados para as previsões de tempo e de clima.
No Brasil, o projeto é estruturado através do Comitê Nacional do Projeto Pirata, que conta com a presidência do Inpe e a participação da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entre outros.
Novos rumos
A novidade é que o Projeto Pirata começa a trabalhar na consolidação e capacitação dos laboratórios de calibração de sensores na construção das boias no Brasil. “Esse é um processo que, até então, vinha sendo feito pela NOAA (na sigla em inglês - Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) nos Estados Unidos, e agora nós estamos dando mais esse passo que é para que todo o processo das bóias -  coleta dos dados, retirada anual do mar para calibrações - sejam feitas no Brasil”, informa Nobre.
Os novos rumos do projeto, os investimentos e a operacionalização também já foram discutidos em uma outra reunião no Ministério da Ciência e Tecnologia.

Governo e cientistas buscam caminhos para avançar nas pesquisas sobre o mar. Uma das propostas em discussão é viabilizar a primeira plataforma oceânica brasileira. A ideia foi apresentada a pesquisadores pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em workshop promovido, na segunda quinzena de fevereiro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) em Brasília. 

Na ocasião, Mercadante apresentou estudos da Petrobras que apontam para a possibilidade de aproveitamento da estrutura de plataformas de exploração de petróleo que estão sendo desativadas pela companhia, na intenção de utilizá-las como laboratório científico. 

As discussões foram desenvolvidas a partir de três vertentes: Pesquisa e Desenvolvimento, Recursos Humanos e Aspectos Institucionais e Logística. Ao final dos debates, o grupo chegou ao consenso de que um laboratório oceânico dessa natureza é importante para alavancar as pesquisas oceanográficas no Brasil, sendo um grande investimento tanto do ponto de vista político-estratégico quanto científico.

Nesse sentido, os cientistas prepararam uma série de sugestões que será apresentada ao ministro como subsídio para desenvolvimento de pesquisas, formação e capacitação de recursos humanos em Ciências do Mar, utilizando a Plataforma Oceânica como base para os avanços das pesquisas.

Projeto Pirata

Outra iniciativa para facilitar a coleta de dados sobre o mar é o Projeto Pirata, implantado desde 1997. Trata-se de uma cooperação internacional (entre Brasil, Estados Unidos e França) que trabalha com um conjunto de boias oceânicas ancoradas no Atlântico Tropical, tendo no Brasil a coordenação do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe/MCT), em parceria com a Marinha. 

Os equipamentos mantêm registros diários dos valores de temperatura, de salinidade e de precipitação, dados utilizados para o estudo do clima e do oceano. “Essas boias são essenciais para nós entendermos de que forma o Oceano Atlântico Tropical afeta o clima do Brasil”, ressalta o pesquisador titular do Inpe, Paulo Nobre.

O especialista reforça que o conhecimento na área é importante para se entender a influência do mar em ocorrências como grandes secas e inundações, cada vez mais intensas no País.  “Essa variabilidade do clima sobre o Brasil é muito impactada pela dinâmica do Oceano Atlântico. O Oceano Atlântico era, até então, recentemente, um vazio de dados e de conhecimento, então essas boias visam sanar essa falta”, sustenta.
Os dados são medidos pelas boias, a cada hora, e transmitidos por satélites brasileiros e europeus. As informações são processadas e disponibilizadas na internet (página do Inpe) e de outras instituições (nos Estados Unidos e na França) e enviadas a centros de meteorologia para serem utilizados para as previsões de tempo e de clima.

No Brasil, o projeto é estruturado através do Comitê Nacional do Projeto Pirata, que conta com a presidência do Inpe e a participação da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entre outros.

Novos rumos

A novidade é que o Projeto Pirata começa a trabalhar na consolidação e capacitação dos laboratórios de calibração de sensores na construção das boias no Brasil. “Esse é um processo que, até então, vinha sendo feito pela NOAA (na sigla em inglês - Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) nos Estados Unidos, e agora nós estamos dando mais esse passo que é para que todo o processo das bóias -  coleta dos dados, retirada anual do mar para calibrações - sejam feitas no Brasil”, informa Nobre.

Os novos rumos do projeto, os investimentos e a operacionalização também já foram discutidos em uma outra reunião no Ministério da Ciência e Tecnologia.

Fonte: Ipanema online


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