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Quem não tem pecado nas costas?

26/05/2019

Por Prof. Paulo Roberto Labegalini

Quase dois mil anos após Jesus ter dito: ?Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra?, continuamos sofrendo as terríveis consequências da má conduta humana. O tempo passa, a Palavra de Deus é pregada pelos continentes a cada minuto, mas o pecado continua no coração do homem.

Quase dois mil anos após Jesus ter dito: “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”, continuamos sofrendo as terríveis consequências da má conduta humana. O tempo passa, a Palavra de Deus é pregada pelos continentes a cada minuto, mas o pecado continua no coração do homem.

Certos pecados de nossa época são apenas mais ‘modernos’, do tipo: esbanjamento de automóveis, desperdício de água, aborto, corrupção política, violência nas ruas, contrabando de drogas, atentados diversos etc. Analisando caso a caso, conclui-se que alguns pecam por iniciativa própria e, outros, o fazem em grupo – o que é ainda pior!

Com isso, nos afastamos de Deus, o nosso planeta continua sendo destruído, a fome e a doença ficam fora de controle, enfim, a maldade ganha força e – por perverter o coração do homem – gera mais pecados na face da Terra. Que panorama triste, não? E mesmo sabendo que só existirá paz no mundo quando houver plenitude de amor em cada ser humano, pouco colaboramos para isso!

Pense nos seus amigos... inimigos, se tiver... parentes... mendigos... e, agora, responda: Você está fazendo bem feito a sua parte? Tem dito ‘sim’ ao amor que Deus manifesta em sua vida? Olha para Jesus Cristo com a consciência tranquila?

Saiba que, para não pecar, além de cumprir os dez mandamentos, você não deve: guardar ressentimentos de ninguém; se omitir em ajudar o irmão necessitado; trabalhar pensando somente em acumular bens materiais; ter a intenção de prejudicar outra pessoa com atos ou palavras; ou seja, os valores do Evangelho precisam ser vividos a cada dia e não somente em datas especiais.

É importante ressaltar que a vida muda para melhor se vivida com dignidade cristã. São João disse: “Onde existe o amor, Deus aí está”; portanto, deixando de lado o nosso egoísmo e as injustiças que praticamos, com amor, podemos realizar muito mais obras espirituais e prestar a verdadeira solidariedade que a Igreja tanto prega.

Eu tenho consciência que ninguém foi mais solidário conosco do que a Virgem Maria. Ela gerou o maior Tesouro que veio a este mundo e não O quis só para si, muito pelo contrário, O entregou à morte de cruz para nos salvar. Foi o mais significativo testemunho de fé de toda a história! É por isso que sou apaixonado por Ela e, através dela, consigo muitas graças – e quantos milagres já testemunhei!

Em nome de Jesus, praticando a solidariedade sem preconceitos, os nossos pecados deixam de pesar tanto nas costas e, assim, nos acostumamos a viver em paz – como autênticos cristãos.

Eis uma história que ajudará a concluir tudo isso:

Dois anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família rica, que se recusou a deixá-los ficar no quarto de hóspedes. Foram, então, colocados para dormir num pequeno e frio espaço no porão.

Quando estavam se ajeitando no chão duro, o anjo mais velho percebeu um buraco na parede e o consertou. O outro estranhou o que viu e logo perguntou o porquê daquilo. E o mais velho, apenas lhe respondeu: ‘As coisas nem sempre são o que parecem ser.’

Na noite seguinte, os anjos foram à casa de pessoas muito pobres, mas muito hospitaleiras. Depois de dividirem o pouco de comida que tinham, o bom fazendeiro e sua esposa acomodaram os viajantes na única cama de casal, onde poderiam ter uma boa noite de descanso.

Pela manhã, os anjos viram os donos da casa em prantos. A única vaca que tinham, cujo leite era a fonte de renda do casal, estava morta no campo. O anjo mais novo ficou indignado e desabafou com o colega: ‘Como você pode deixar isso acontecer? O primeiro homem tinha tudo e você o ajudou. Esta família tem pouco, mas se dispôs a dividir tudo... e você deixou a vaquinha morrer!’

O anjo mais velho, pacientemente lhe explicou: ‘As coisas nem sempre são o que parecem ser. Quando ficamos no porão daquela mansão, vi que havia ouro dentro daquele buraco na parede e, como o dono da casa era totalmente obcecado por dinheiro e incapaz de dividir sua fortuna, tapei o buraco para que ele não o achasse. Na noite passada, quando estávamos dormindo na cama do fazendeiro, o anjo da morte veio buscar sua esposa. Eu, então, lhe dei a vaca em troca dela.’ E concluiu: ‘Viu? As coisas nem sempre são o que parecem!’

Pois é, quando os fatos não se concretizam do jeito que gostaríamos, tendo fé e confiando na providência Divina, tudo irá se esclarecer algum dia. É preciso acreditar que até os anjos são solidários aos nossos problemas e se colocam a nosso serviço – sempre para nos ajudar! E se fizermos o mesmo com os nossos irmãos excluídos, maior será a ajuda que receberemos do Céu.

Diga ‘não’ à morte e ‘sim’ à vida. Confesse, se liberte dos pecados e obtenha a cura que você tanto precisa. Experimente! As coisas nem sempre são tão boas ou ruins como parecem.

Paulo Roberto Labegalini

Prof. Dr. Paulo Roberto Labegalini é engenheiro graduado pela Faculdade de Engenharia Civil de Itajubá, especializado em Matemática Superior pela Faculdade de Filosofia e Letras de Itajubá, mestre em Ciências pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá e doutor em Qualidade pela Escola Politécnica da USP.

É autor de 7 livros e mais de 100 artigos publicados nas áreas de gerência geral, qualidade e educação; professor do Instituto Federal Sul de Minas em Pouso Alegre; e vicentino na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração em Itajubá. Confira sua coluna "Mensagens para o Coração".


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