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Coisa de criança

03/02/2019

Por Prof. Paulo R. Labegalini

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: ?Dizem que estarei sendo enviada à Terra amanhã, mas como vou viver lá sendo assim tão pequena e indefesa?? E Deus disse: ?Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e guiará os seus passos.? A criança ainda quis saber como faria para ser feliz, e o Senhor lhe respondeu: ?Seu anjo alegrará você e sempre será possível sentir-se muito amada.?

Ainda confusa, a pequena criatura continuou perguntando: ‘Como poderei entender quando falarem comigo, se não conheço a língua deles?’ O Criador explicou que, com muito carinho e paciência, o bom anjo lhe ensinaria primeiro a rezar e depois a falar. E querendo logo encerrar as dúvidas, a criança exclamou: ‘Eu serei muito triste se estiver longe do Senhor!’ Aí, Deus sorriu e disse: ‘Seu anjo sempre falará de mim, lhe ensinará como me encontrar e, assim, eu também estarei dentro de você.’

Nesse momento, havia muita paz no céu e as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente: ‘Oh, Deus, se eu estiver pronta para ir agora, diga-me, por favor, qual o nome do meu anjo?’ E Deus respondeu: ‘Você chamará seu anjo de Nossa Senhora!’

            Belo conto, não? Apesar de ser apenas uma história e Maria não ser anjo – mas a eterna Rainha dos anjos –, cada vez que eu a conto a alguém, digo que essa criança sou eu. O amor que sinto pela Santíssima Mãe do Céu é tão grande que chego a imaginar, quando pequeno, o Divino Pai me tocando e recomendando que eu nunca largue as mãos de Nossa Senhora. E quantas outras pessoas devem agora estar imaginando ter passado por isso também!

            Quando Roberto Carlos compôs a sua grande homenagem à Virgem Maria, deve ter voltado a ter um humilde espírito de criança para escrever: ‘Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino, do meu caminho, cuida de mim.’

Até um grande amor pode se fundamentar em brincadeiras sadias de criança. Por exemplo, contam que um casal chegou a completar bodas de ouro sem nunca ter brigado, porque eles faziam um jogo muito interessante: um escrevia a palavra ‘Neoqerpv’ num lugar inesperado e, assim que o outro achasse, deveria escrevê-la em outro lugar escondido.

Eles colocavam Neoqerpv dentro do açucareiro para que o próximo que fosse usá-lo achasse, escreviam na janela embaçada pelo sereno, escreviam no sabonete e até no final do rolo de papel toalha! Não havia limite para colocar a palavra Neoqerpv e surpreender o parceiro.

Aquilo era mais do que um jogo de diversão – era um modo de vida! Muita gente não entendia a brincadeira que faziam e a felicidade que sentiam quando um achava o bilhete do outro, até que um dia, quando ela morreu, as palavras tristes do bondoso velhinho revelaram o grande segredo.

Durante o velório, ele disse a todos o que significava a palavra ‘Neoqerpv’: ‘Nunca esqueça o quanto eu rezo por você!’ E as pessoas passaram a compreender a vida que levaram: agradecendo a refeição que comiam, indo de mãos dadas à missa, ajudando os necessitados, criando os filhos na fé cristã, e, principalmente, um intercedendo a Deus pelo outro. O marido até mandou gravar Neoqerpv no caixão da eterna amada.

São coisas de criança que nos ajudam a chegar ao céu! E quanta gente se esquece que Jesus Cristo gravou ‘Eu te amo’ no coração de cada um de nós, no dia do batismo. Sem dúvida, aquela foi a data mais abençoada de nossa vida de criança e, como parte de minha missão evangelizadora, eu sempre dou testemunhos a casais, dizendo que a partir do dia que começamos a rezar e a trabalhar juntos a serviço de Deus, eu e minha esposa deixamos de brigar. E isso já faz mais de vinte anos!

Também os pais de uma criança devem cuidar bem dos valores que farão parte da vida dela. É triste saber que existem crianças rezando assim:

“Senhor, esta noite peço algo especial: me transforme num celular. Gostaria de ocupar o seu lugar para poder viver o que ele vive em minha casa, sem ser interrompido e nem questionado. Quero que me levem a sério quando falo e que acreditem em tudo o que eu digo. Quero também sentir o cuidado imediato que recebe o celular quando algo não funciona e ter a companhia do meu papai quando chega em casa. Gostaria que minha mamãe me procurasse quando está aborrecida e que meus irmãos brigassem para estar comigo. Me ajuda, Senhor, a viver a sensação de que a minha família larga tudo para passar alguns momentos ao meu lado. Amém!”

Pois é, saiba que não há nada que compense o fracasso familiar na cabeça de uma criança.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).


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