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A Senhora do Rosário de Fátima

06/01/2019

Por Prof. Paulo R. Labegalini

Como o primeiro dia do ano a Igreja festeja a devoção à Santa Mãe de Deus, começo 2019 com uma história de profundo amor da Maria Santíssima por seus filhos, que ocorreu em 1917, Portugal. Começa em 1916, quando o mundo passava pela I Guerra Mundial e por todas as desgraças que ela trazia às famílias ? destruídas pela morte, pobreza e descrença. Naquela época, num vilarejo de Fátima, viviam três crianças: os irmãos Francisco e Jacinta Marto ? 9 e 7 anos ? e a prima Lúcia de Jesus ? 10 anos. Felizes, eles tomavam conta de ovelhas, brincavam e, principalmente, rezavam o Terço.

Um dia, tocando o rebanho, descobriram uma gruta. Entraram para descansar e, de repente, apareceu-lhes um anjo convidando-os para rezar a seguinte oração: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam. Amém.” E o Anjo da Paz disse-lhes também que os Corações de Jesus e Maria ficariam profundamente tocados se eles rezassem com muita fé.

A partir daquele dia, os pastorzinhos passaram a rezar constantemente, preparando seus corações para as próximas visitas do anjo; e, na sua última visita, ele deu às crianças três Hóstias pingando o Preciosíssimo Sangue de Jesus – a Primeira Comunhão! Assim, os pequenos foram perfeitamente preparados para as revelações futuras em suas vidas.

Os videntes receberam a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima ao meio dia de 13 de maio de 1917. Ela apareceu sobre uma árvore pequena, com uma nuvem a seus pés, vestida de branco e segurando um lindo Rosário. Naquele momento tão abençoado, a Virgem Maria disse-lhes: “Não temam, não lhes farei nenhum mal. Vim do Céu para pedir que venham aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora e, em outubro, direi quem sou e o que desejo de vocês para o futuro.”

Ela perguntou aos meninos: “Vocês se oferecem a Deus para suportar os sofrimentos que Ele enviar, em reparação pelos pecados com que é ofendido e pela conversão dos pecadores?” Eles responderam ‘sim’ e um pacto divino teve seu início. Os três compreenderam o que Maria pediu e nos pede até hoje: oração e conversão.

Assim, eles começaram a sofrer grandes tribulações, mas sempre eram fortalecidos pelos Sagrados Corações. Chegaram a viver uma experiência ímpar na história da humanidade: no dia 13 de julho de 1917, Nossa Senhora permitiu que eles tivessem uma terrível visão do inferno e das almas ali condenadas. Depois disso, tiveram ainda mais horror do pecado e do mal, dedicando-se com muito ardor à oração e à penitência.

Durante os seis meses das aparições e mesmo depois que elas terminaram, os três foram interrogados e pressionados pelas autoridades. Chegaram a ser raptados, presos, ameaçados de morte, sofreram violências físicas e todos zombavam deles, mas, pela graça de Deus e pela intercessão de Nossa Senhora, superaram as dificuldades.

É importante sabermos que, na última das aparições, em 13 de outubro de 1917, Maria revelou em sua mensagem: “Eu sou a Senhora do Rosário. Vim para exortar os fiéis a reformarem o seu comportamento e pedirem perdão dos pecados que cometeram. É preciso que eles não ofendam mais a Jesus, já bastante ofendido e ultrajado pelos pecados e crimes da humanidade. Meu Coração Imaculado haverá de triunfar!”

Em seguida, a chuva forte que caía parou e o sol girou no céu milagrosamente, fazendo mais de cinquenta mil pessoas acreditarem que Nossa Senhora estava aparecendo ali na Cova da Iria. Ela insistiu também em quatro pontos muito importantes para que o seu Imaculado Coração possa realmente triunfar e nos trazer muitas graças:

1.      Que tenhamos uma grande devoção ao seu Imaculado Coração;

2.      Que rezemos o Rosário diariamente, com muita fé e devoção;

3.      Que façamos sacrifícios pelos pecadores, pelo Papa e em reparação aos pecados cometidos contra o seu Imaculado Coração; e

4.      Que haja a nossa consagração sincera ao seu Imaculado Coração.

Que história maravilhosa! É por este e outros fatos que confio plenamente na proteção de Nossa Senhora. Ela olha por mim, pela minha família, pela nossa Comunidade, pelos nossos padres, pelos nossos doentes, enfim, Ela está à frente de tudo o que pensamos e fazemos. E quando algo me preocupa em excesso, rezo assim: “Mãezinha, toma conta disso pra mim.” E preciso dizer o que acontece?

Em julho do ano passado, quando estive em Fátima com um grupo de devotos, senti a emoção de presenciar os lugares onde a Virgem Maria esteve com os pastorinhos, pude rezar o Terço e missa naquele local e participar da comovente procissão de luz à noite. Não há palavras para descrever essa forte experiência de fé. E também por isso, eu quero continuar sendo um pastorzinho da Rainha, e você?

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).


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