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A Missa

07/11/2018

Por Prof. Paulo R. Labegalini

Numa das edições do Boletim Brasileiro da Sociedade São Vicente de Paulo, o Padre Stanislau descreveu um caso verídico ocorrido numa pequena cidade de Luxemburgo.

Em resumo, ele contou que uma mulher idosa entrou no açougue e, interrompendo a conversa do açougueiro com o capitão da guarda florestal local, pediu um pedaço de carne. Como não tinha dinheiro para pagar, prometeu ao dono do estabelecimento que rezaria uma missa por ele.

Os dois homens, descrentes, começaram a rir da pobre senhora até que o açougueiro lhe disse: ‘Vá assistir a missa por mim e, quando voltar, lhe darei tanta carne quanto a sua missa pesar.’ A mulher saiu e, ao retornar, trouxe um papel escrito: ‘Eu assisti missa por você.’

O açougueiro, então, colocou o papel num dos pratos da balança e, no outro, foi depositando pedaços de carne – até chegar a uma perna de carneiro! Vendo que o prato que continha a missa continuava mais pesado, os dois homens converteram-se no mesmo instante e prometeram à mulher, dali em diante, dar-lhe gratuitamente a sua porção diária de carne.

Concluindo o impressionante relato, também é verdade que dois dos filhos do capitão ordenaram-se sacerdotes: um deles como jesuíta e, o outro, como padre do Sagrado Coração.

Eu, que já testemunhei vários ‘milagres’, tenho certeza que este caso aconteceu e continuará acontecendo na vida de pessoas de fé. Quem participa bem da missa – todos os domingos, dias santos de guarda e até mais vezes –, cresce espiritualmente porque se alimenta de Deus. Disse Santo Cura d’Ars: “Semana sem missa é semana sem Deus.”

E numa edição da Revista Brasil Cristão, o Pe. Antônio Maria faz uma colocação bastante forte: “Quem aguenta uma liturgia monótona, leituras mal feitas, padre brigando a toda hora e cânticos sem graça? Ainda bem que tudo isso não é regra geral. Há muitas comunidades em que a missa é um barato: há bom gosto na ornamentação da igreja, os cânticos são agradáveis, liturgicamente bem escolhidos, há boa música, excelentes tocadores e cantores...”

É claro que o valor infinito de todas as missas é o mesmo, mas eu prego que, para Deus, nós temos que fazer o melhor. Um dia, ouvi do nosso saudoso Arcebispo, Dom Ricardo Pedro, durante um curso de música em Pouso Alegre: “Quando o coral canta bem, o padre reza bem. Quando o coral canta mal, o padre reza mal!”

Hoje em dia, os recursos modernos nos permitem colocar o coração à frente e realizar uma bela celebração da Eucaristia. A qualidade nos preparativos e durante a missa deve ser total e precisa sempre ser reavaliada para corrigir eventuais falhas – tudo para a glória de Jesus Cristo! Assim, além de agradar o Nosso Senhor, estaremos chamando mais pessoas para os próximos ‘banquetes’.

Então, recomendo:

Vá à missa, experimente o grande derramamento de graças sobre você e lembre-se: “A missa é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrifical, no qual se perpetua o sacrifício da cruz e o banquete sagrado da comunhão, no Corpo e no Sangue do Senhor.” (Catecismo da Igreja Católica).

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).


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