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A Caridade começa na Família

02/12/2017

Por Paulo R. Labegalini

O nosso trabalho na Sociedade São Vicente de Paulo nos leva a testemunhar muitas injustiças sociais e algumas chegam a nos comover profundamente. É impressionante constatar de perto a miséria em certas famílias, abandonadas à sorte pelos próprios parentes! Por que isso acontece?

Os motivos (ou desculpas) são diversos. Quando um pai se refere ao filho que está desfrutando de boa situação financeira, diz que o ‘coitado’ tem os seus próprios compromissos e não pode assumir outras despesas. Quando outro pai de família, cheio de filhos, comenta que os seus pais possuem bens noutra cidade, alega que não combinam de gênio e nunca daria certo morarem juntos. E por aí vai ...

De acordo com as nossas possibilidades, ajudamos os mais necessitados, independente de raça ou religião. O nosso trabalho envolve também o crescimento espiritual da família, desde que aceitem alguma orientação nesse sentido. Acreditamos que com cesta básica mensal, oração, higiene, trabalho e educação, aos poucos, muitos renascem para a vida.

Voltando aos elos familiares, algumas necessidades não poderiam ser supridas pelos próprios parentes? Em alguns casos, sim. Principalmente quando o sofrimento maior vem do espírito, qualquer filho ou irmão de sangue poderia estar ajudando.

É triste dizer isso, mas, infelizmente, um pouco de carinho com um pouco de atenção chegam a despistar a fome ou a tristeza de muita gente. Seria mais importante para alguns pais verem um parente chegando para prestar solidariedade do que o seu alimento batendo à porta. Mesmo sabendo dessa verdade, pouco podemos fazer nesse sentido, pois outros assistidos sempre esperam o nosso socorro.

O desemprego aumenta, a fome assusta e as doenças preocupam. Enquanto não podemos atuar diretamente contra esses ‘fantasmas’, será que não existe alguém de nossa família esperando por carinho e atenção? Imagine algum parente seu que sofre e reflita o que Jesus Cristo gostaria de lhe pedir que fizesse por ele.

Quantas mães rezam terços e terços sozinhas! Quantos pais idosos não vão mais à missa porque ninguém os leva! Quantos filhos se revoltam com a vida indigna dos pais! Quantos gostariam de ter as migalhas dos ricos para comer! Quantos agonizam por falta de remédios!

Acho que não é necessário dizer mais nada, pois cada um sabe o que poderia estar fazendo pelo seu irmão e não faz. Quanto ao irmão ser ou não de sangue, para Jesus não importa, mas julgando com o meu coração humano e pecador, dói mais quando vejo alguém sofrendo, sendo que a família tem condições de acolhê-lo e o deixa abandonado.

A caridade deveria sempre começar em casa e, depois, com a graça de Deus, se espalhar por toda a humanidade. Se você concorda comigo, primeiro olhe ao seu redor e depois, se puder, ajude os vicentinos na assistência que fazem às famílias carentes e excluídas da nossa sociedade. Com certeza, a recompensa a quem sofre e a quem ajuda virá do céu. Nunca duvide disso.

Paulo R. LabegaliniVicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ – Editora Cléofas.

 

 

 



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