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Um conto Zen

11/12/2018

Por Dra. Graça Mota Figueiredo

Certo dia, num mosteiro zen-budista, morreu o guardião dos portais.Era um monge muito querido e, apesar de parecer a todos insubstituível, logo foi preciso encontrar outro monge que ocupasse o seu lugar. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

Quando todos estavam reunidos na sala de refeições o Mestre, com muita tranqüilidade, falou:

“Assumirá o posto de guardião dos portais, o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar”.

Dito isto ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas:

“Aqui está o problema!”

Todos ficaram olhando a cena, embasbacados: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! Como ele poderia ser o problema? O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou os companheiros, olhou o Mestre com firmeza e determinação, dirigiu-se ao centro da sala e, num só golpe da espada afiada, destruiu tudo!

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

“Você será um dia o novo Guardião. Você é arguto, é forte e atento. Não se deixou enganar pela beleza”.

E continuou:

“Entretanto, ainda é preciso que você aprenda a temperar a força com a doçura. O problema pedia para ser resolvido, e não destruído!”

Em seguida o Mestre se curvou e, com extremo cuidado, recolheu os preciosos cacos de porcelana e se dirigiu, com a belíssima rosa amarela na palma da mão, ao jardim.

Fez uma cova larga, depositou os cacos na base da cova, cortou um pequeno pedaço do caule da rosa e o plantou com cuidado.

Em seguida disse ao discípulo, que acompanhava os seus movimentos com extrema atenção:

“Regue esta cova diariamente, mantenha a terra fofa, cuide da drenagem da água e o caule criará raízes. Receba a primeira folha da roseira com amor, afaste as formigas e um dia você terá outra roseira que, agradecida por estar em terra boa, lhe dará inúmeras rosas iguais a esta”.

E finalizou:

“Então, sim, você terá resolvido o problema que eu propus. E aí, mas só aí, você poderá ser o Guardião dos Portões!”

Que nós saibamos sempre transformar os nossos problemas em soluções férteis e belas...

Maria das Graças Mota Cruz de Assis Figueiredo
Profa. Adjunta de Tanatologia e Cuidados Paliativos
Faculdade de Medicina de Itajubá – MG 


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