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Os cantos das dríades

04/01/2018

Por Luiz Augusto Guimarães

Na floresta o mundo foi se enchendo de sombras à medida que o sol se escondeu nas costas das montanhas e apagou-se enfim.

Os pinheiros deixaram o brilho resplandecente de suas folhas e de seus galhos mais finos, para então do macabro da noite tentarem agarrar com avidez a lua que, por detrás de nuvens tempestuosas clareava os mantos gelados da vegetação dançante ao vento tão diminuto. A chuva só se fazia ameaçar, mas não tinha vontade de se fazer, vez ou outra seus pais ocultavam a lua que se desvencilhava com calma. O mundo em trevas aguardava enquanto as corujas e os seres das sombras entoavam seu canto. Mas as fadas têm seu próprio cantarolar e luz, voam rápidas por sobre os galhos dos pinheiros cortando a noite com suas asas de prata e doçura de menina, logo então os duendes se soltavam das folhas, dos caules e das raízes de qualquer tipo de árvore e se reuniam em filas que serpenteavam no entorno das árvores. E lá, na árvore mais antiga que aquela floresta guardava onde as fadas e os duendes se encontravam as dríades  cantavam. Ou pediam pela chuva preguiçosa, ou pediam para que a noite se estendesse pela eternidade.  

 

 

 

 

 

 


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