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ORÇAMENTO DOMÉSTICO: ALIMENTAÇÃO, SAÚDE E TRANSPORTE

06/04/2018

Por Prof. André Medeiros e Prof. Moisés Vassalo

Dando continuidade à nossa discussão sobre Orçamento Doméstico, apresentamos uma tabela muito simples em que você deveria registrar os seus gastos mensais, você se lembra?

Para quem não se lembra, veja novamente a tabela.

ORÇAMENTO DOMÉSTICO DO MÊS: _____/2018

GANHOS

VALOR

GASTOS

VALOR

1. Salário

R$

1. RESERVA (poupança)

R$

2. Comissão

R$

2. Habitação/Moradia

R$

3. Extras

R$

3. Alimentação

R$

4. Pensões

R$

4. Saúde

R$

5. Outros

R$

5. Transporte

R$

 

 

6. Vestuário

R$

 

 

7. Educação

R$

 

 

8. Lazer

R$

 

 

9. Outros

R$

TOTAL

R$

TOTAL

R$

SALDO

R$

No painel passado falamos de como é importante colocar a poupança ou reserva em primeiro lugar no seu planejamento orçamentário. A poupança em primeiro lugar traz para o topo das prioridades a formação de uma reserva muito importante em momentos de necessidades inesperadas (problemas de saúde, acidentes, enchentes, etc.). Esta reserva pode evitar que você caia na necessidade de contrair dívidas no mercado financeiro que muitas vezes podem ter juros em valores altos e que dificultam a quitação da dívida. Ter que alocar recursos para o pagamento de juros pode tornar seu orçamento ainda mais apertado. Além da poupança falamos também sobre a habitação que, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, representa 15,5% dos gastos das famílias no Brasil.

               No painel de hoje vamos recorrer novamente a dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE para verificarmos que a alimentação corresponde a 24,7% dos gastos das famílias, a saúde e cuidados pessoais corresponde a gastos da ordem de 12,1% e o transporte a 18,4%. Esses três itens que trataremos hoje representam juntos mais de 55% dos gastos das famílias.

               Estes itens aparecem juntos no nosso encontro de hoje por um motivo especial: são considerados essenciais. Na economia dizemos que estes itens têm uma baixa sensibilidade na sua demanda devido a variação nos seus preços e na renda das famílias, justamente por serem itens essenciais.

               A alimentação é essencial por garantir a sobrevivência. Em teorias de administração e de psicologia, é considerado como item de necessidade fisiológica por Maslow que definiu uma pirâmide onde na base estão os itens mais essenciais a vida e no topo aqueles que são obtidos em estágios de maior desenvolvimento humano.

               A título de ilustração da importância destes itens na vida da população e como é difícil abrir mão do consumo destes, pode-se analisar como é o comportamento das indústrias destes setores em momentos de crise. Mesmo nos anos recentes de 2015 e 2016 quando o Produto Interno no Brasil diminuiu, estes setores da economia não apresentaram resultados negativos ou quando apresentaram foram quedas muito menores que os demais setores. No comércio, de acordo com dados do IBGE, no ano de 2015, quando a crise foi mais severa, verificou-se reduções de vendas de mais de 15% nos setores de Móveis e Eletrodomésticos. Por outro lado o setor de artigos farmacêuticos e de cuidados com a saúde apresentou crescimento das vendas de 3%. Afora o crescimento das vendas neste setor todos os demais apresentaram redução nas vendas no ano de crise. As menores quedas foram nos comércios do tipo supermercados e hipermercados e de artigos de uso doméstico (cerca de 3%), também associados aos três itens do orçamento analisados. Outro setor com quedas reduzidas nas vendas do comércio aparecem os combustíveis e lubrificantes, com a terceira menor redução de vendas de todos os setores acompanhados pelo IBGE.

Quando olhamos para a indústria os resultados são confirmados. Os setores que menos sofrem são os associados a alimentação, saúde e transportes. Alguns setores da indústria alimentícia até crescem pelo efeito da substituição de consumo. Pode-se destacar o abate de suínos e aves que cresceu 2,6% em 2015. Enquanto isso neste mesmo ano a indústrias de equipamentos de informática reduziu sua produção em 43%.

Geralmente as possibilidades de ajustes de consumo são menores nestes itens essenciais, seja em momentos de variação na renda ou de variação de seus preços. Portanto, a parte do orçamento destinada a estes itens essenciais não devem ser “desviada” para outros fins, pois os gastos com alimentação, saúde e transporte dificilmente poderão ser reduzidas em grande magnitude.

               Esse painel de Educação Financeira termina por aqui. No nosso próximo painel vamos abordar as contas de Vestuário e Educação.

 Até lá!

 

Prof. Dr. Moisés Diniz Vassallo

Prof. Dr. André Luiz Medeiros

DENARIUS – Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Educação Financeira

Instituto de Engenharia de Produção e Gestão (IEPG)

Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).


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