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Não se preocupe, faça um seguro!

05/04/2018

Por Prof. André Medeiros

O nosso tema de Educação Financeira de hoje é sobre seguro. Você sabe o que é esse importante produto financeiro? Dá-se o nome de seguro (do latim "securus ") ao contrato em que uma das partes (segurador), se obriga a indenizar a outra (segurado) em caso da ocorrência de determinado sinistro, em troca do recebimento de um prêmio de seguro.

Em outras palavras, pode-se afirmar que o seguro é um contrato de transferência de risco, pois quando você adquire este produto financeiro você transfere possíveis perdas financeiras resultantes de eventos específicos, mas previsíveis, para uma empresa seguradora. O que remove, consequentemente, a possibilidade de perdas maiores.

Você deve estar pensando que o seguro como produto financeiro é algo novo, não é mesmo? Na verdade se foi isso que passou na sua cabeça você está enganado. Existem indícios que na Babilônia, cerca de 23 séculos antes de cristo, caravanas de cameleiros que cruzavam o deserto mutualizavam entre si os prejuízos com a morte de animais. Na China antiga e no Império Romano também havia seguros rudimentares, através de associações que visavam ressarcir membros que tivessem algum tipo de prejuízo. No Brasil, o seguro desenvolveu-se com a vinda da Família Real Portuguesa e a abertura dos portos, em 1808, que intensificaram a navegação. A primeira empresa seguradora do país, a Companhia de Seguros Boa-Fé, surgiu no mesmo ano, com objetivo operar no seguro marítimo.

Por que o seguro é um importante instrumento de Educação Financeira? Ele é importante porque ajuda as pessoas a apurar, gerenciar e reduzir os seus riscos. Ele beneficia os segurados ao fornecer meios de transformar custos grandes e inesperados em pagamentos menores e gerenciáveis. Sem o seguro, estaríamos menos propensos a nos engajarmos em certas atividades da vida moderna porque os custos financeiros potenciais aos quais elas estariam expostas seriam grandes demais. Por exemplo, já pensou como seria difícil comprar ou mesmo arrumar a sua casa caso aconteça um acidente (tempestade, enchente, roubo etc.)?

 É possível encontrar no mercado seguros para pessoas físicas (como: de automóvel, de vida, saúde, viagem e outros) e também para pessoas jurídicas (como: incêndio, roubo, crédito, agrícola e outros), tema que pode ser tratado em outro artigo. Mas antes de adquirir os vários produtos disponíveis, é preciso ficar atento a duas coisas importantes: 1. Segurar o que realmente é importante, evitando gastar dinheiro desnecessário; 2. Procurar um profissional habilitado (corretor credenciado na SUSEP) para lhe ofertar o seguro adequado à sua necessidade. Estando segurado, você pode passar as festas de Final de Ano em paz. Feliz Natal e Próspero 2018.

 

Prof. Dr. André Luiz Medeiros

DENARIUS – Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Educação Financeira

Instituto de Engenharia de Produção e Gestão (IEPG)

Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).

 

 

 

 

 


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