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Tempo é dinheiro, mas...

12/11/2017

Por André Medeiros

Tempo é dinheiro. Aposto que você já ouviu essa frase do eminente americano Benjamin Franklin. Como de costume, nos perguntamos: Será que é isso mesmo? Mais tempo realmente resulta em mais dinheiro? Como explicar essa afirmação influencia a nossa vida?

               Apesar da frase de Franklin datar do século XVIII, a relação entre tempo e dinheiro tem seus relatos iniciais com os sumérios, antiga civilização que habitava o sul da Mesopotâmia (atual sul do Iraque e Kuwait), há cerca de 3.500 anos a.C. Naquela época, eles já usavam o tempo como um dos elementos básicos para calcular a remuneração do dinheiro.

               Desde de o estabelecimento das relações de troca, o dinheiro se tornou um importante recurso produtivo, assumindo papel igual ou até mais relevante do que outros da época, como a terra e o trabalho. Assim como ocorria com os demais, foi necessário estabelecer uma forma justa de remuneração daquele recurso. A terra, por exemplo, era e ainda é, remunerada na forma do aluguel, considerando como base a área utilizada. O trabalho, até os nossos dias atuais, ainda é remunerado na forma de salário que tem como referência a capacidade de laboro. E, para remunerar o dinheiro, adotou-se como referência os JUROS.

               Os juros representam o valor cobrado pela utilização do dinheiro de terceiros, expressos, geralmente, em termos percentuais. Entretanto, com a evolução dos povos e das relações comerciais, percebeu-se que o tempo também passou a se tornar o elemento produtivo mais importante e escasso. Assim, a terra passou a ser remunerada pela área em função do tempo de utilização. O trabalho passou a ser remunerado pela capacidade de laboro por dia e o dinheiro passou a ser remunerado pelos juros em função de um período de tempo. Por isso, sempre que tratamos sobre juros, há a necessidade de identificar o percentual em função do período. Assim, quanto maior o percentual por período, maior é a remuneração. Por esse motivo, esse é um dos principais conceitos vinculados à Educação Financeira.

               Precisamos entender que, ao fazermos um empréstimo em banco ou financeira ou mesmo quando compramos algo em prestações, seremos cobrados pelo uso daquele dinheiro na forma de taxa de juros. Ou seja, ao pegar emprestado R$ 100,00 por um mês a uma taxa de juros de 3,5% ao mês, ao final de 30 dias pagaremos ao banco R$ 3,50 referente a remuneração do dinheiro.

               Da mesma forma, ao depositarmos nosso dinheiro em uma caderneta de poupança, por exemplo, receberemos uma remuneração, também na forma de taxa de juros. Só que, ao depositarmos os mesmos R$ 100,00 na caderneta de poupança, por 30 dias no máximo 0,5% ao mês, valor equivalente a R$ 0,50.

               Por isso, aquela famosa frase “tempo é dinheiro” está presente em nosso dia a dia, mas precisamos entender que pagamos mais do que recebemos pelo uso do dinheiro.

Prof. Dr. André Luiz Medeiros

DENARIUS – Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Educação Financeira

Instituto de Engenharia de Produção e Gestão (IEPG)

Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).

 

Assista ao vídeo com detalhes da matéria.

Fonte: Conexão Itajubá / Panorama FM


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