O Entregador




Mudar o tamanho da letra Aumentar tamanho da letra Diminuir tamanho da letra

Idéias Econômicas

Crises econômicas mundiais e mercados

18/03/2008

Por Hector G. Arango

Apenas estamos estreando o milênio e já é possível colecionar algumas das denominadas crises econômicas mundiais. A mais recente no final de 2007 e inicio de 2008, uma derivação arrastada de uma crise que foi iniciada no começo de 2007,  e que teve como gatilho a insolvência parcial do setor de crédito imobiliário americano. Esta crise, embora tenha trazido (e esteja trazendo) prejuízos aos investidores no Brasil e no mundo, ainda não tem o porte de uma grande crise mundial, embora apresente alguns ingredientes típicos desta.

O exemplo clássico de grande crise mundial é caracterizado pela famosa “sexta-feira negra” ocorrida na Bolsa de Nova York, em 29 de outubro de 1929. O “crack” (quebra) da Bolsa de NY é considerado o estopim de uma crise mundial originada nos estados Unidos, e que foi seguida por uma diminuição do nível da atividade econômica conhecida como a Grande Depressão, tida como a mais grave depressão da história do capitalismo. Entretanto, uma pessoa que tivesse 25 anos no tempo da crise de 1929, estaria hoje com mais de cem anos. Assim, não existem investidores com memória dessa catástrofe. O que se sabe por relatos, livros e artigos não substitui a experiência pessoal. Ter vivido a crise é totalmente diferente do que ler um romance sobre ela. Mais ou menos como a diferença entre assistir um filme sobre um assassino em série e ser vítima dele na vida real.

Estas considerações permitem refletir sobre duas questões básicas sobre o tema. Primeira: são os mercados que provocam as crises ou são as crises que afetam os mercados? Colocado de outra maneira, trata-se de determinar se é possível que uma queda acentuada nos mercados venha a gerar uma crise econômica, ou se é exatamente o contrário, a queda nos mercados é que seria uma reação à crise econômica.

Para quem pensa que esta questão é mais uma do tipo da do ovo e da galinha, uma boa notícia. A causa é o mau desempenho da economia. A conseqüência é a acomodação dos mercados, que tratam de ajustar seus valores, representados pelos preços dos bens, a patamares mais baixos, provocando perdas patrimoniais nos investidores que guardam posições nestes bens. No caso da crise de 1929, por exemplo, a quebra da bolsa ocorreu já como uma conseqüência de uma economia cambaleante na qual, para que se tenha uma idéia, um quarto da população economicamente ativa dos Estados Unidos estava desempregado. O colapso do mercado ocorreu então em meio a uma crise de fundamentos da economia. Obviamente, a crise nos mercados, que traduz a falta de confiança dos agentes econômicos na manutenção das regras econômicas vigentes, deve ter contribuído para acelerar e acentuar a depressão econômica à frente, mas não constitui - como apressadamente se coloca às vezes - a sua causa. Em termos simples, e usando uma analogia, os mercados seriam a “temperatura” do paciente, de forma que colapso nos mercados seria a sua “febre” e, portanto, um sintoma, A doença ou não do paciente está relacionada com os fundamentos econômicos.

Assim, é possível inferir que, atualmente, algo vai mal na economia dos Estados Unidos. O problema é diagnosticar o que vai mal (qual a doença) e qual a sua gravidade. Uma equipe de “médicos” está tratando do caso e, a cada boletim sobre o estado do paciente o mercado toma posição, ora animado com o restabelecimento deste, ora preocupado com o aprofundamento da sua doença. Em termos econômicos, isto é o que provoca a volatilidade do mercado. Nada mais do que a incerteza sobre o estado do paciente.

Para quem imaginou a primeira questão muito filosófica e sem interesse prático, vai a segunda indagação: as crises são previsíveis?

Para que seja efetuada uma previsão no tempo, ou no domínio das freqüências, é necessário detectar o que se denomina de regularidades. A rigor, a previsão de séries temporais busca exatamente padrões de repetição espaçados em intervalos mais ou menos iguais, ou regularidades, para poder interpolar e extrapolar dados. Em estudos temporais, interpolar dados seria determinar o valor de uma variável, como por exemplo, um indicador da atividade econômica (PIB, crescimento da produção industrial, crescimento da demanda de bens duráveis, etc.) em um período de tempo passado para o qual não exista medida. Um exemplo disto seria, supondo que se têm apenas medidas mensais do PIB, avaliar o valor deste no meio de um mês. Os estudos que empregam interpolação estão preocupados em compreender o funcionamento dos modelos econômicos que descrevem a realidade e em verificar se estão ajustados ou não.

Este tipo de análise interessa aos teóricos, mas, certamente, não é o tipo de previsão que interessa aos investidores e pessoas normais, ávidas por resultados práticos que possam ser aplicados à “realidade”.  Neste caso, interessa saber se é possível extrapolar dados, isto é, determinar como os dados irão se comportar (futuro) a partir da sua trajetória conhecida (passado). O sucesso deste tipo de futurologia depende do tipo de previsão que se queira fazer. Em alguns casos, realmente é possível entender razoavelmente o funcionamento de um sistema e então ter uma boa estimativa do seu estado futuro. Sistemas econômicos, entretanto, são sistemas complexos, nos quais os métodos disponíveis para efetuar previsões apresentam sucesso parcial. Principalmente, quando a variável que explica o comportamento das demais é o tempo. Em termos simples, em um sistema físico, da para prever com perfeição a duração do dia de amanha. Em um sistema econômico, dá apenas para se ter uma idéia de qual será a demanda de minério de ferro no dia de amanha.

Em termos de regularidades no tempo, a teoria econômica apresenta uma proposta denominada de teoria dos ciclos econômicos. Segundo esta teoria, a sucessão de estados de crescimento, estagnação e queda da economia até um novo período de crescimento, constitui um ciclo econômico. Um gráfico com uma sucessão de ciclos econômicos se assemelha a uma senóide (função seno). A duração dos ciclos econômicos, que poderia servir para se ter idéia do estado em que a economia de um país se encontra, é variável. Existem três tipos de ciclos. Os denominados de ondas longas são chamados de ciclos de Kondratiev (economista russo), cuja duração estaria em torno de 50 a 60 anos. Os ciclos de Julgar (economista francês) teriam uma duração de nove anos, de forma que um ciclo de Kondratiev comporta aproximadamente seis ciclos de Julgar. Os ciclos de Khintchin (matemático russo) duram 3 anos, assim, durante uma onda longa (Kondratiev) temos 18 períodos curtos de crescimento e retração da economia. Naturalmente, a intensidade dos movimentos provocados por estes ciclos não é a mesma. Os mais longos apresentam maior intensidade. Assim, a trajetória temporal da economia seria uma soma de senóides com três tipos de amplitude, cada uma correspondendo a um tipo de ciclo.  

O fundamento teórico descrito, embora bem fundamentado, apresenta dificuldades em ser ajustado ao mundo real.  A coincidência entre o que deveria ocorrer e o que realmente ocorre sugere que, no mínimo, outros elementos devem ser acrescentados a análise para se determinar quando realmente existe maior probabilidade de que um período de crescimento, recessão ou depressão venha a ocorrer. Determinar colapsos nos mercados seria ainda mais difícil. O comportamento dos resultados diários dos mercados sugere uma análise mais para a Teoria do Caos (teoria matemática derivada do estudo de sistemas dinâmicos). Por princípio, os resultados futuros de um sistema caótico não podem ser previstos, pois qualquer alteração na rota, por mínima que seja, pode levar a mudanças extremas no estado futuro.

Assim, tentar prever uma grande crise mundial é como tentar adivinhar quando um vulcão vai entrar em erupção. Sabe-se que um dia isto irá ocorrer, mas não quando. Alguém argumentaria: bem, se eu sei que algo ruim vai ocorrer, então é melhor eu me prevenir. Esta lógica parece irrefutável, mas no domínio da ciência as coisas não são tão simples. O que você diria se lhe dissessem que a ciência já comprovou que a Via Láctea, que é o conjunto de estrelas onde está situado nosso sistema solar (e, portanto, a sua casa) irá se chocar com uma nuvem de gás quase do mesmo tamanho, extinguindo a vida na terra? Bem, você não tem como se prevenir, pois não há para onde ir. Mas antes de pensar em fazer alguma bobagem, é melhor explicar que isto irá ocorrer daqui a aproximadamente 20 milhões de anos. Isto é, nem sempre a informação sobre o futuro nos permite reagir de modo a evitar os prejuízos de um acontecimento adverso. Decepcionante? Nem tanto, é possível pelo menos aprender a nos comportar diante do futuro.

Comente! Voltar


Comentários

Por Talita de Cássia Cadorini - FACESM em 20/03/08 21:59

Lendo essas informações sobre a relação entre as crises econômicas e mercados, surgiu a seguinte pergunta: Qual a diferença entre um médico e um economista? Cheguei a seguinte conclusão: um médico, ao ouvir seu paciente receita o remédio que cura determinada doença. Já com o economista não ocorre o mesmo devido a grande volatilidade mercadológica. O sistema econômico é muito complexo e as crises são imprevisíveis. O nosso futuro é incerto e um economista não pode ter absoluta certeza do que irá acontecer; ele apenas pode observar acontecimentos passados e traçar planos para o futuro. Deve sempre estar atento aos fatos atuais, porém, deve estar certo de que algo mínimo pode mudar totalmente o rumo do seu plano econômico.

Por Marcelo Borges Campos ,3* CE, FACESM em 22/03/08 14:14

Analisando o texto em anexo,surgiram-me dúvidas e certezas: se é a queda do mercado que gera a crise econômica ou se a queda do mercado é reacão da crise econômica. E as crises são previsíveis?Não.As crises são como os vulcões,você sabe que eu dia ele vai entrar em erupção,mas não sabe quando.

Por Lucas Rodrigues Coura Júnior - FACESM 1CE em 23/03/08 22:25

Mesmo estando no primeiro ano de economia e ainda não sabendo muito das coisas resolvi dar minha opinião. Pelo que li no texto acima, entendi que os economistas nunca sabem o que pode acontecer no dia de amanhã, sempre devemos estar atentos o que acontece em nosso país e no mundo inteiro, para que se tenha uma base do que se pode acontecer com a economia brasileira e mundial no futuro. A gente tendo este conhecimento e muitas outras informações, ai sim podemos planejar o que pode acontecer na economia mundial, mais mesmo assim nunca vamos poder ter a certeza do que vai acontecer realmente daqui meses ou anos com a economia, isso por que estamos numa sociedade de milhares de pessoas que sempre estão mudando de opiniões e de atitudes, deixando assim nós economistas de olho no nosso país e no resto do mundo para vermos até aonde opiniões e atitudes de pessoas importantes na sociedade mundial influencia realmente na economia.

Por Fernando Fortes - 3ºCE - FACESM em 24/03/08 07:04

Analizando o artigo "Crise economias mundias e mercados", fiquei mais crente de realmente existe uma mão invisível que age no mercado,portanto, este nosso mercado é volátil o que dificulta prever o futuro. Cabe ao governo e investidores tomarem medidas preventivas com o objetivo de fortalecer a economia para em caso de uma crise estar bem preparados para enfrentá-la.

Por Nádia Cristina Garcia Mendes - FACESM em 24/03/08 11:39

Bem acredito que a situação tanto positiva quanto negativa da economia em relação a seus investimentos são as conseguintes crises econômicas, isso devido à inconstância dos mercados, porém como foi dito no texto, você pode prever, mas não pode ter um resultado conclusivo, definitivo. Algo a se fazer é observar atentamente os fatos ocorridos e os que estão ocorrendo para que se possa de forma segura tomar medidas para amenizar os resultados futuros.

Por Daniele Cristina de Sales Machado - Facesm em 24/03/08 12:33

De acordo com esse texto conclui que crises e mercados caminham juntos,um depende do outro. A economia pode até estar indo bem,mas quando menos se espera ocorre novas crises.Os economistas podem até prever q elas ocorram,más nunca estão certos de quando acontecerá,pode ser daqui a semanas,meses ou até anos.A melhor maneira de um economista se previnir é estar sempre de olho no mercado e atento as novas mudanças.

Por Pablo Teles - 3º CE - Facesm em 24/03/08 17:38

Acredito que o economista seja um constanteestudante, tendo em vista que sua função não depende apenas de seus esforço próprio ou até mesmo de sua inteligencia, mas sim depende de fatores importantíssimos que afetam diretamente seus trabalhos como o balanço do mercado e suas diversas divisões, ramos e atuações. É importante ressaltar que o economista trabalho com dados do passado e planejando o futuro, porém suas previsões podem ou não trazer beneficios, resultados esperados ou inesperados, visto que, este está diretamente dependendo de fatores externos, ou seja sempre trabalha em cima de incerteza, o economista inteligente será aquele que conseguir atingir o ponto entre a incerteza e a certeza, mas será possível atingir este ponto?

Por Elimar Flávio da Costa em 26/03/08 06:18

Se o nosso governo tivesse uma bola de cristal para adivinha quando a crise econômica viesse seria uma boa , pois ela é imprevisível ,qunado menos se espera ela vem arrasando tudo, devemos nos precaver para tal surpresa....

Por Karina Pereira Vilas Boas, 4º C.E - Facesm em 27/03/08 13:23

Lendo o artigo confirmei que a economia oscila para cima e para baixo todos os instantes, quando há uma queda os investidores recuam,e assim se entrar em crise com o recuo tudo se agrava ainda mais, a economia é imprevisível, é complexa demais, os economistas precisam se aprofundar na essência do problema para que se possa analisar e chegar ao motivo e tentar revertê-la. Prever as crises econômicas que estão por vir é impossível sendo assim não tem como se prevenir, a crise da alertas é como se uma luz no painel do carro disparasse a piscar, isso alertaria que algum problema está ocorrendo, precisaríarmos levá-lo a um profissional da área para que ele achasse o problema e o resolvesse ou mesmo dissesse que perdeu o motor do carro, assim é a economia tudo está andando bem, de repente ela sinaliza uma crise os especialistas procuram o problema, acham, más pode ter se agravado repentinamente ao ponto de não conseguir uma recuperação, isso ocorre tanto em uma crise no mercado como em uma alta não podendo prever.

Por Fernanda de Cássia Ribeiro- 1º CE - Facesm em 27/03/08 14:00

Está claro, neste texto, que a economia do mercado e a crise mundial estao juntos, ou seja, não tem como falarmos de mercado sem citarmos o medo das crises. A economia é muito complexa e imprevisivel, pode estar bem hoje, mas amanha não, um importante exemplo é a bolsa de valores, se um grande investidor retirar seu dinheiro investido, a bolsa cai, assim pode entrar em crise, nisso os pequenos investidores ficam com medo de perder, assim tambem retirando seu dinheiro, isso so faz a bolsa cai a cada dia mais e a crise so almentar, ate que um outro grande investidor resolva investir seu dinheiro na bolsa, fazendo com que ela aumente novamente. Quando a bolsa está em crise, os grandes investidores não retiram seu dinheiro, porque eles tem suas reservas, ou seja, não dependem do retorno do dinheiro investido para sobreviver.Bom esse é o maior e mais importante exemplo de crise mundial que eu posso dar. Mas o que podemos fazermos para nos prevenir? Como diz o texto uma crise nunca pode ser prevista, nunca sabemos quando ela vai acontecer, cabe entao a cada um usar sua inteligencia financeira para não ter medo dela.

Por Breno Freire Martins - 1ºCE FACESM em 02/04/08 08:29

De acordo com o texto, podemos concluir que os mercados serima apenas o indício de que alguma coisa não vai em na Economia. Mas não sabemos exatamente o que. Ele seria a "temperatura do paciente", indicando a ocorrência de algum problema. A febre seria o sintoma. Uma crise pode ser desencadeada por diversos fatores, portanto, seria praticamente impossível prevê-las com exatidao nem dizer que possui uma única causa. Portanto, podemos dizer que algo vai mal na economia americana contudo não podemos apontar uma única causa fundamental, muito menos prever as reações dos mercados perante a crise. Devemos fiar atentos aos indicadores e ao que pode vir a acontecer na economia para evitar maiores danos.

Por Maria Benedita Carvalho Barbosa em 03/04/08 08:23

A economia realmenta é como o ser humano, no mesmo instante que está bem, um minuto depois já pode apresentar alguns sintomas ruins (febre, mal estar, ect). Por esses motivos deve-se ficar atento para análisar os sintomas, e tomar medidas sensatas. Também devemos aprender com as crises anteriores, analisando como superar todo o processo.

Por João Julivaldo dos Santos em 05/04/08 15:13

Comparando as crises do mercado mundial com a saúde, penso que da mesma forma que não adianta tentar achar cura para uma doença depois que ela se espalha, desta forma, tambem funciona o setor economico. Pois muitas das vezes somente depois que a crise se espalha, é que se tenta encontrar solucões. Mas o que deve ser realmente feito, é cortar o mal pela raiz, pois ao contrário sempre causara problemas futuros. Resolver somente no momento da crise, não quer dizer que esta solucionado definitivamente. Alem de um bom plano de ação, precisa-se manter manutenção do mesmo, tentando chegar a esta causa e descartar os problema, visando novos investimentos e não reparos para um futuro economico.

Por Aline Lemes 4ºCE - FACESM em 06/04/08 13:52

Como futura economista, a realidade destas crises não me surpreende. Se analisarmos as crises que começaram em 1929 que é considerado a Grande Depressão, a conseqüência do crescimento dos pequenos e grandes mercados é vinculada à crise como a ultima, por exemplo, que aconteceu no crédito imobiliário (USA). O Economista estuda em si a sociedade como um todo e seu comportamento capitalista e sem dúvida a conseqüência disso é acomodação dos mercados que ficam ocultos e o reflexo se dá nas pequenas e grandes crises. Em fundamentos da economia isso também e chamado de volatilidade do mercado, estudos com sistemas complexos e que o resultado das previsões não apresenta um sucesso por completo. Portando podemos nos preveni futuramente se analisarmos os estudos de hoje, as suas oscilações sem ter medo do que pode acontecer. A sociedade em si está por passar por grandes crises ainda.

Por Lilian Zidirich - 4º CE - Facesm em 06/04/08 14:10

Com base no texto conclui-se que tal crise assusta mais ainda não é uma grande ameaça à economia mundial. Por enquanto tudo é uma grande surpresa que a qualquer momento pode vir átona do qual nós futuros economistas esperamos que não seja como a crise de 29 e sim apenas uma nuvem passageira que não traga maiores conseqüências para economia mundial.

Por Anderson Eron, 1º CE, FACESM em 06/04/08 23:02

Fascinante. Esta seria a palavra na qual definiria a economia. É instigaste saber que assim como a economia pode promover obscuridades como a crise de 29, pode causa deslumbro como é o caso do Brasil que estima-se que a situação economia na qual vivemos hoje poderia ser diferente, devido a economia cafeeira onde tínhamos café , mas não tínhamos para quem vender já que a Europa estava concentrada na Guerra, e então ficamos a mercê das dividas dos bancos internacionais, nas quais o Brasil havia feito para investir na produção do café. Foi onde produtores de café perderam suas fazendas, postas como hipoteca - um detalhe, as cláusulas da hipoteca, admitia a posse das fazendas, mas não de maquinários sacas de café ou a produção - e foi onde fazendeiros colocaram fogo em suas plantações e maquinários. Resumindo, mais tarde a Europa já se reconstituía de sua crise e precisava de café. Mas infelizmente já era tarde não havia mais o ouro verde, e mais uma vez o Brasil deixou de crescer...

Por Patrícia Martins Gomes - 3° Ciências Econômicas - Helibras em 08/04/08 09:30

Lendo o artigo conclui que as crises e os mercados andam juntos, pois os mercados temem as crises econômicas, quando menos se espera ocorre uma crise, na maior parte das vezes são pequenas, mas não deixa de afetar diversas economias de vários países. É mais fácil prever a situação da saúde de uma pessoa ou um estado climático do que prever uma crise financeira, o que precisamos fazer é nos precaver para evitar conturbações no momento da crise, temos que analisar e estar atentos aos acontecimentos econômicos, pois nunca sabemos o que acontecerá futuramente e como seremos afetados.

Por Francisco André Vilas Boas, 1° CE, FACESM em 10/04/08 19:50

É considerado diariamente um grande desafio para os economistas profissionais principalmete da macroeconomia prever uma crise dramática em um pais por exemplo, desafio que leva o economista a estar constantemente bem informado ao que acontece em todo o mercado mundial, pois analizando a sua responsabilidade, ele por sua atitude pode prever se um setor da economia esta em estado de queda, portanto sua analise pode orientar este determinado setor para que não prejudique outros ou continue prejudicando ele própio. Realmente um economista tem uma grande responsabilidade para controlar uma queda no mercado, a inflação, ou os juros por exemplo, portanto é de fato necessário confiar nos economistas. Existe um ditado que diz: "Quem planta colhe". Acredito que para prever crises futuras é necessário dedicação dos profissionais economistas em principalmente estar atento a inumeros dados da economia mundial, e principalmete trabalhar em equipe.

Por Rosymeire R dos Santos 1ºCE - FACESM em 16/04/08 17:05

A economia de mercado é um sistema capitalista.Onde os problemas economicos,são resolvidos aparti do mecanismo de oferta e procura.A presença do Estado tende a ser a menor possível,se restrigindo a defesa nacional.Economia é uma função de escolhas do homem. As decisões continuam sendo predominantes feitas pelo mercado.

Por Karinne Almeida 1° CE em 16/04/08 23:31

Num mundo globalizado,como o que vivemos,muitas são as causas que podem ocasionar uma crise econômica,como por exemplo nos países asiáticos,na Rússia,no México,no Brasil e mais recentemente na Argentina.Cada caso é um caso.Perante a crise econômica mundial,vem se destacando seus primeiros sinais,tais como:desvalorização das bolsas de valores,prejuízos bancários,etc.Bom,devemos ficar atentos a todas essas mudanças,pois não sabemos ao certo a dimensão dessa tal crise que está se ocasionando e o que realmente pode nos acarretar.

Por Maria Silvana da Rosa Santos em 18/04/08 05:11

Sobre o texto lido, justifico que os problemas que causam as crises economicas mundiais dos mercados são os desequilíbrios economicos não ha um desempenho positivo.São ocorridas as perdas Patrimoniais devido aos ajustes de preços dispersam os bens na economia e não são absorvidos pelos mercados. Entre outras o desemprego contribui para este índice. Os agentes não tem mais confiança devido as tantas ocilações, diante disso é impossivel enxergar uma economia estável.Penso que neste patamar e dificil prever algo contante, talvez se houvesse um ajuste econômico, parte dos problemas poderia ser resolvido sanando algumas questões econõmicas.

Por Débora Regina Tirelli - 4º CE - FACESM em 18/04/08 22:46

Imprevisível. Isso mesmo a Economia como um todo, é imprevisível, passando assim por momentos de estabilidades e declínios. Hoje no mundo em que estamos (globalizado),temos que estar atentos a todo momento e a tudo que está acontecendo no mundo. Sendo assim, ter a certeza de que algo não irá acontecer é praticamente impossível, tomar medidas e tendo um plano de ações para que o pior não venha a acontecer é a melhor solução. Só assim é possível planejar o futuro, tomando as medidas e ações corretas, para que se possa prevenir, estando assim preparados para o desafio futuro.

Por EGNES C. FREITAS ,4° CE em 24/04/08 19:39

Lendo o texto pude observa que a crise econômica vem de muitos anos atras,e não apenas no Brasil,mais coisa que esquecemos pois estamos tão focados no momento e com pouco tempo apesar das informações estarem chegando cada vez mais rapido.A crise econômica requer muita atenção dos governantes do país e de nós economistas.Muitas perguntas não sei as respostas,quem sabe?Penso que com o tempo,os estudos e com as responsabilidades dos governantes poderemos pensar num futuro sem prejuízos.

Por Francisco Visotto em 24/04/08 21:36

Eu não farei um comentário econômico da situação, mas sim uma observação sobre o ciclo senoidal. Tudo aquilo, que se observarmos com tino de pesquisa, observaremos um ciclo analógico, que torna-se positivo, em função do tempo. Quando chega em seu pico máximo, tende a cai, passando pelo ponto médio, e indo até um valor negativo, com a mesma amplitude e frequencia, de quando estava no semi período de taxas crescente e decrescente. Este ciclo se repete em todo o setor da da existencia, e evidentemente não estará fora da área economica.

Por Waldilea Aparecida de Souza-Facesm em 26/04/08 21:30

É realmente o mundo precisa de Economistas, que tem visão e conhecimentos da economia tanto brasileira como no resto do mundo. Nós economistas não podemos dar certezas com as crises de mercado e sim suposiçoes o que pode acontecer e tão logo conceituar planos para o futuro, é diferente do médico que já dá a medicação na hora da consulta, o mercado é muito volátil, por isso o economista não pode se apressar com a receita ao paciente.

Anuncie  •  Assine o newsletter  •  Contribua com conteúdo  •  Fale conosco

© 2010 CONEXÃO ITAJUBÁ - Site desenvolvido por B2ML Sistemas utilizando o sistema de gerenciamento de conteúdos b2mlportal.